Pequeñas aventuras de Santiago – Prologo.

Pequeñas aventuras de Santiago
Prologo.
Escrevo este texto sem muitas correções ortográficas, em razão da pressa e do teclado. Enfim, corrijo depois. Se não gostou, dane-se. 

Tenho um sonho, ou melhor, um projeto, de conhecer a maioria dos países do mundo de todos os continentes, inclusive a Antártida. Infelizmente as condições financeiras não me permitiram começá-lo anteriormente, mas ainda tenho esperanças de fazê-lo até o fim de minha gloriosa vida. Dentro deste projeto meu intento seria viajar ao menos uma vez ao ano para o exterior. Também quero conhecer todos os Estado do Brasil, lógico.

Enfim, como segundo capitulo desta empreitada (por que o primeiro foi a Califórnia, sobre a qual escreverei depois), aproveitei o convite de um amigo que iria para Santiago no feriado de corpus christi e decidi aceitar o desafio, inclusive chegando alguns dias antes e me virando sozinho. Com esta manobra a passagem ficou muito mais barata do que eu pagaria, mas isso me levaria a passar alguns maus-bocados.
Viajaria na terça e achei que estivesse com sorte. Meus bilhetes de metro haviam se encerrado, fato que me faria ter de comprar mais e perder o ônibus ideal que me levaria até o aeroporto de Guarulhos. Por sorte, uma senhora desconhecida me viu e perguntou se eu queria passar de graça com o cartão dela. Assim mesmo, sem mais nem menos. Achei que a sorte me sorria e esse era o prenuncio de uma excelente viagem. Alias, ainda acredito que ela o será.
Enfim, peguei o ônibus e cheguei tranquilamente ao aeroporto. Espera vai, espera vem, finalmente o avião partiria, o voo LAN 735 das 17h30 do dia 28 de maio de 2013. Tudo corria bem depois de meia hora de voo, mas algumas pessoas estavam assustadas. Não havíamos deixado ainda o Estado de São Paulo. Repentinamente o comandante, que não sabia falar Português, nos informou que havia um problema com o sistema e que teríamos que voltar pra São Paulo dentro de uma hora.
Neste momento, claro, tudo passou pela minha cabeça. Eu, mais uma vez, tinha tido um estranho pressentimento sobre um sentimento ruim de voar nesta data em especifico, mas não quis acreditar que pudesse ter uma experiencia ruim. Também lembrei de todas as brincadeiras que fizera com os amigos e a namorada, sobre poder ser a ultima vez que eu os viria quando me despedi. Em palavras diretas, fiquei com medo de morrer, uma sensação que eu nunca tive até que vira minha mãe morrer meses atrás. Depois daquele evento passei a pensar de uma forma bem diferente sobre isso.
Já cogitava até escrever um testamento.
Enfim, aquela hora prometida pelo piloto passou-se vagarosamente para o deleite de todas as nossas ansiedades. Muitos amigos se fizeram naquele dia, e eu não escapei disso. Conheci muita gente legal, alguns dos quais combinei verificar eventual propositura conjunta de acao pelo ocorrido. No ranger dos dentes do voo minha barriga se remoía. Pensei até em deixar tudo pra trás, se o avião voltasse para São Paulo eu não iria mais para Santiago. A sorte tinha ficado no começo da viagem. Pensei se deveria fazer um testamento ou deixar minhas senhas do banco escritas em algum lugar. Sim, naquele momento eu lembrei de todas as aulas de Direito das Sucessões que tive, em especial sobre queda de avião.
E se você, leitor, estiver me censurando pelo que escrevo, saiba que todas as pessoas naquele avião tinham certo receio de um fim trágico. Menos as aeromoças e o piloto, que pareciam tranquilos, porque estavam bem informados, ao contrario de nos.
Pois é, fomos alvo de um amplo descaso da tripulação de voo. Para começar, ninguém sabia falar português, o que é um ponto que deve ser criticado para uma companhia (LAN) que tem o objetivo de se expandir no mercado brasileiro. Cerca de 60% dos passageiros daquele voo eram brasileiros. Voltando ao descaso, depois de uma hora e meia o comandante nos informou que demoraria mais outra uma hora e meia para descermos a São Paulo. E neste período, não foi nos dada nenhuma informação, o que certamente aumentou nossa ansiedade deveras. Já estávamos a mais de 2 horas em voo e tínhamos certeza que nao chegaríamos mais naquele dia. As aeromoças divagavam, e entre um atendimento grosseiro e outro, diziam-nos que havia um problema no sistema da companhia e não mecânico, e que estávamos queimando combustível para descer.
Arremetida. No linguajar do futebol, fez que foi e nao foi.
Como disse, o piloto não nos informou nada. E no fim desta 1h30 que virou 2h00, quando esperávamos uma aterrissarem tranquila, o avião arremeteu duas vezes, ou seja, fez que foi e não foi, fez que ia aterrissar mas acelerou. Aquilo deixou muita gente de cabelo em pé, sendo que algumas pessoas já vomitavam, outras estavam tontas, outras rezavam, faziam o sinal da cruz.
Depois destas duas arremetidas,  o avião finalmente pousou em São Paulo novamente. Pensávamos que o nosso infortúnio tinha terminado. Eram cerca de 22h00 da noite e algumas pessoas pensaram em desistir. Eu já pensava no que tudo aquilo me custaria e em como talvez não viajasse mais por aquela companhia. Disseram-nos para esperar alguns minutos, que nos informariam se deixaríamos o avião ou não, tendo sido confirmada esta segunda opção.
Em terra, aguardamos mais uma hora ate que a companhia nos comunicou que voaríamos no mesmo avião dentro de alguns minutos. Alias, o fato de ser o mesmo avião incomodou muita gente. Alguns já desistiram prontamente. Naquele ínterim, alguns de nossos conseguiram a informação que a companhia nunca nos deu. O avião sofrera uma pane no sistema do trem de pouso, fato que com certeza colocou nossa vida em risco. O piloto decidiu voltar para São Paulo para corrigir.
Enfim, viajamos tranquilamente? Só que não. Passamos cerca de 1h00 ou mais no avião, período no qual vimos um entra e sai de técnicos. Diziam que a aeronave estava sendo alimentada de combustível, mas nunca demorou tanto assim. Para a tristeza de muitos, cancelaram o nosso voo, desta vez definitivamente, o que frustou os planos de muita gente. Ficamos mais 20 minutos dentro do avião ate que nos retiraram de la. Na saída muita gente já protestava e batia boca com os atendentes e o supervisor. Mais ainda quando nos informaram que nosso voo partiria as 16h00 do dia seguinte. Isso mesmo, sairíamos quase 24h depois do planejado. Alguns já foram ao JEC, ao PROCON e à ANAC efetuar reclamações. Um rapaz cancelou tudo, porque tinha um congresso agendado para as 9h da manha.
Aos que restaram, que eram mais de 100, providenciaram hospedagem e alimentação, isso quase 1h da manha. O hotel ate que era confortável, mas nada que atenuasse o status geral de descaso que tiveram conosco.
Por fim, no dia seguinte acordamos e fomos levados novamente ao aeroporto. Passamos pelos tramites legais novamente. Não recebemos, todavia, qualquer informe, pedido de desculpas ou comunicação sobre o ocorrido. Todos ficamos com um certo receio, uma vez que a aeronave e os pilotos eram os mesmos. O voo estava marcado para as 16h, mas partiu as 17h. Para completar nosso dessossego, alem do atraso a decolagem não foi muito tranquila, com a aeronave balançando loucamente na subida.
Apos isto, o voo foi tranquilo. Não sei se estava incluído no menu original, mas a LATAM nos ofereceu junto com a refeição vinho tinto ou branco.
As 21h de São Paulo, 20h de Santiago, pousamos no aeroporto, desta vez sem maiores problemas. Alguns de nos, eu entre eles, respiraram aliviados. Enfim a viagem começou a se cristalizar. Os passageiros bateram palmas, mas me neguei a faze-lo. Afinal, em geral, o serviço foi muito mal feito.
E aqui começa o próximo capitulo, que espero que seja muito mais feliz e contente do que este prologo. Beijos e abraços de Santiago.
Ps: A noticia do nosso voo saiu inclusive no site do G1:

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