Relatos do Japão – A despedida – Rumo a NY

A terça-feira, 17 de junho de 2014, foi meu penúltimo dia na terra do sol nascente. Eu estava com um sentimento misto de saudades da minha casa (especialmente minha cama), saudades antecipada do Japão, volatilidade e ebriedade de viagem, ansiedade para conhecer os Estados Unidos, cansaço e empolgação.
Por isso decidi fazer as compras de souvenir e outras coisas durante a manhã e a tarde, e ao anoitecer, aceitar a sugestão de uma amiga e deixar uma local me mostrar um pouco do Japão.

Roppongi e Museu Nezu
Desci na estação Roppongi, mais um dos bairros meio boêmios de Tóquio, mas encontrei algo semelhante aos nossos Jardins, com lojas, shoppings e restaurantes. Dei apenas uma volta por ali e não subi no Roppongi Hills, um complexo que é basicamente uma cidade, pois tem prédios residenciais, comerciais, restaurantes, parques, cinema, teatro, hotel, etc…
Decidi seguir meu instinto e no mapa vi uma grande área verde no caminho até Harajuku, onde planejava fazer compras. Fui a pé até aquela área, pensando em como visitaria mais um belo e tranquilo parque. Mas que falta faz dar uma pesquisada né? Aquela área verde era na verdade um grande cemitério, cruzado por uma avenida que percorri apressadamente.
Por outro lado, logo após o tal cemitério eu encontrei um dos melhores museus de Tóquio, o Museu Nezu. Se me perguntassem no começo da viagem eu certamente não listaria esse lugar nos meus objetivos, mas estava perto e o meu mapa apitou como um dos destinos mais visitados. Então, porque não?Tratava-se da coleção particular do Sr. Nezu Kaichiro, um rico empreendedor de estradas de ferro do começo do séc. XX. Com o passar do tempo foi reformado e teve seu acervo aumentado para milhares de obras.

 

 

 

Duas são suas atrações principais, ao meu ver: a galeria e um jardim oriental. De ambas eu gostei. Eu gosto bastante de arte, mas arte não combina com pressa, então não pude me inspirar o suficiente no local porque não vi tudo. Mas o que vi foi deleite.

Estátuas budistas, algumas datadas do século VIII d.c. adornavam o ambiente, inclusive no jardim. A exibição é sobre as artes das dinastias chinesas Tang, Ming, Qing e Zhou, em especial peças de cerâmica elaboradas com detalhes surpreendentes, desenhos variando dragões, pavões, tigres, aves, flores e plantas.
Pinturas e artes de impressão em bloco de madeira, tanto chinesas como as japonesas, ilustrando a natureza e a época em que a corte nipônica se dedicava especialmente à observação e contemplação do que é belo e não mundano.
O que mais me impressionou foi a mais antiga de todas as obras de cerâmica: o vaso em forma de cordeiros, datado nada mais nada menos do que do século XII antes de cristo, ou seja, mais de 3.000 anos. É da dinastia Shang.

4 thoughts on “Relatos do Japão – A despedida – Rumo a NY

  1. André!! Adorei seus comentários sobre o Japão. Vou embarcar nessa aventura em Março, e agora acerto os últimos detalhes sobre.
    Dos seus posts, fiquei com algumas dúvidas, e espero que possa me ajudar!
    – em Kyoto você comentou sobre um pass de ônibus em pontos turísticos. Onde comprou?
    – vi que comentou também sobre seu mapa. Usou algum especifico que poderia indicar? Também comprei aquele guia do Lonely Planet, mas não será suficiente para me guiar em cada cidade!
    – e a moeda? O que fez? Levou Dólar, levou iene, trocou tudo lá? Como foi? Tenho receio de pagar o cambio altíssimo aqui no brasil + taxas, e chegar lá e ter como trocar sem taxas, como é o caso do Canadá!
    – se tiver alguma dica adicional, será muito bem vinda!!!

    Obrigada e abs,

    Nathalia

    1. Oi Nathália! Já faz algum tempo e eu vou tentar lembrar e pesquisar rs.

      – Os ônibus Turísticos de Kyoto são os seguintes: 100, 101 e 102. O nome dele é RakuBus. A tarifa dele é 230 Ienes, mas como eu andei o dia inteiro e mais de três vezes, eu comprei o passe diário que é de 500 ienes. Você pode comprar esse passe na estação mesmo.

      – O guia do Lonely Planet me ajudou muito, mas na prática eu me virei com o aplicativo do Tripadvisor. Você pode baixar mapas para usar offline e se localizar nos spots mais interessantes.

      – Iene: eu levei um travelcard que eu comprei na Tunibra, em São Paulo, então eu não usei cartão de débito ou crédito praticamente. O câmbio estava bem melhor e não tinha tanto de taxas! Então eu levei ienes o suficiente pra me virar assim que chegasse, como moeda e o resto eu saquei tudo nas máquinas da 7/11 (seven eleven). Os japoneses gostam muito de usar moeda física então se você puder já comprar ienes aqui, melhor!

      – Na hora de pagar com moeda, faça-o com as duas mãos e se tiver alguma caixinha ou prancha na frente do caixa, serve para colocar dinheiro

      – Para perguntar se alguém fala inglês: eigo ga hanasemasuka (eigoga hanasemas-ká?)

      1. Ei André!! Fiz questão de voltar aqui para te agradecer!! Minha viagem foi TUDO DE BOM, usei o passe em Kyoto (até porque achei lá a cidade com menos estações JR), as dicas quanto a colocar o dinheiro na caixinha e tudo com duas mãos foram sensacionais!! Eu amei amei amei aquele país, perdi meu celular no primeiro dia, no Narita Express… e adivinha onde ele estava, no dia seguinte?! No achados e perdidos! kkkkk Relatei algumas coisas no meu insta, se quiser passa lá para matar a saudade da sua trip também! @nathuca

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