Memorias do Velho Mundo – #1 London Called

#2 O planejamento da viagem de dezembro de 2014 foi marcado por inúmeras circunstâncias.  Faltando um mês eu quase cancelei e mudei tudo para a Ásia.  Mas isso significaria ter que programar tudo de novo,  e eu já estava meio sem saco pra isso.
Londres então não era nem de longe um dos meus destinos preferidos. Não sei por que, mas nunca me imaginei na cidade. Achei que não seria interessante. And i never have been so wrong.

#3 Cheguei no aeroporto de Heathrow. Tinha preparado milhões de papéis para o caso de a imigração perguntar. Nada disso foi preciso. A burocracia era muito mais tranquila aqui do que nos EUA. Duas perguntas e só.  Ponto para o Reino Unido.
A primeira coisa que fiz foi comprar um passe de metro e tirar dinheiro. O atendente me ajudou e disse que por 35 Libras eu poderia comprar um travelcard ao invés de um passe comum, pois valeria mais a pena.  Com o travelcard pude viajar ilimitadamente na zona 1 de Londres por 7 dias.  E fazendo em média umas 4 por dia,  diria que foi vantajoso.
Não foi difícil entender o Mapa do metro de Londres. Depois de Tokyo todos ficaram fáceis e simples.
Desci na estação Swiss Cottage. Depois de ficar meia hora perdido,  suado e cansado, achei o meu Hostel, o Palmers Lodge.  É uma bela mansão vitoriana que foi transformada em acomodação. E pra lá de confortável.
#4 Minha primeira janta não podia ser outra senão Fishs and Chips, o mais conhecido dos pratos britânicos. Comi no próprio Hostel e não né arrependi, o peixe era frito com pão e farinha,  acompanhado de fritas e uma maionese local. A maionese foi a melhor parte.
#5 Meu irmão me indicou e eu gostei da idéia de fazer um tour por Londres de graça. E no dia seguinte eu fui até o Covent Garden, perto da estação de.Metrô,  aguardar a guia do Sandemans’ tours.
A Rachel é uma inglesa muito simpática e bem disposta. Começou mostrando o próprio covent garden e explicou que se tratava de um convento,  que com o passar dos anos foi tendo seu nome abreviado. O jardim ficava muito perto de outro, de lavandas, que as moças da idade média iam colher. A planta também era chamada de Dilly,  e o verbo em inglês é pick. O tempo passou e o lugar começou a ser confundido com a atividade, ou seja, I’m gonna pick a Dilly virou Piccadilly Circus, que é outra estação próxima. Mas ao contrário do que se possa imaginar, não havia circos lá – o nome é referente ao formato de círculo, e por isso usa o substantivo romano.
Partimos para os lugares mais famosos de Londres.
#6 Passamos pelo parlamento e pela Pall Mall, uma rua onde tem um clube dos ricaços do país (Carlton Club) e só homens podem entrar, sem exceção. A questão é que os parlamentares também podem entrar, e um dia Margaret Thatcher, a primeira ministra, fê-lo. Mas como, você me pergunta? Os managers do clube a entregaram um papel dizendo que a partir de então para eles ela era um homem.

 

#7 Chegamos na Trafalgar Square, uma das mais belas praças de Londres, feita para homenagear o Admiral Nelson e as vitórias nas batalhas contra Napoleão.
O obelisco em homenagem a Nelson eh enorme, do mesmo tamanho do mais alto dos pilares dos barcos do Admiral. Ainda se podem encontrar algumas estátuas de Leões que foram feitos com o metal derretido dos canhões franceses e espanhóis.
#8 De lá para o parque Saint James foi um pulo. Incrível a conservação de uma área pública. Tudo limpo e com vários bichos, como gansos, e esquilos, bastante esquilos. Pra quem nunca tinha visto um de tão perto foi engraçado ver como reagem, especialmente atrás de comida. Se você oferecer eles inclusive sobem em você.
#9 Até que chegamos ao Big Ben. Sabe aquele monumento que você viu indiretamente a vida toda e nem se anima tanto pra ver ao vivo? Era assim que eu me sentia com relação ao lugar, aliás como vários em toda a minha viagem. Mas como aconteceu nas outras vezes, o ponto turístico me surpreendeu pela beleza e por ser muito melhor do que simples fotos.
#10 A Abadia de Westminster é ainda mais incrível. Trata-se do lugar onde por mais de 1000 anos os reis e rainhas ingleses são coroados. A construção é incrivelmente trabalhada e é enorme.
#11 O dia ainda não tinha acabado, e fui com um Australiano e duas italianas na National Gallery. Um dos muitos museus ingleses que é de graça e com um acervo muito grande. Muito grande mesmo.
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Então, pra quem vai pra Londres, sugiro bastante fazer os free tours. É a melhor forma de conhecer a cidade.
#Bonus:
Na Trafalgar Square ocorre uma das melhores festas de natal de Londres, com uma bela e grandiosa árvore e alguns corais que se apresentam. Eis uma pitada:

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