Memórias do Velho Mundo – Londres – Abbey Road, London Tower

Minha passagem por Londres chega ao fim. A cidade me surpreendeu positivamente demais. Para quem esperava uma Nova York europeia, ficou surpreso com uma metrópole multicultural com qualidades únicas. Londres é única.

#36 Um dos meus últimos passeios foi dar um rolê na Abbey Road. Pude, inclusive, ir a pé da minha estação Swiss Cottage. O metrô mais próximo é o Saint John’s Wood. Bom, algumas coisas devem ser ditas. Primeiro que, a não ser que você seja bem perspicaz, você pode acabar passando pelo segundo cruzamento mais famoso do mundo (o primeiro é Shinjuku em Tokyo), sem notar que foi lá que os Beatles tiraram uma de suas mais famosas fotos, senão a mais famosa, que foi o do seu álbum homônimo da rua.
#37 Foi o meu caso, eu nem me toquei que estava atravessando a rua. Só depois, ao perguntar a uns transeuntes, vi que estava em Abbey Road. Alguns metros dali, tem o estúdio de gravação, de onde fui sumariamente expulso ao tentar entrar num evento particular. Em minha defesa, não sabia que era particular. E eu só queria tirar fotos! Bom, acabei tirando fotos de longe. A Abbey Road estava vazia demais, e não demorou para juntar varios turistas, que como eu, atrapalhavam o trânsito que não era simples, tentando fazer uma foto que parecia ser simples, mas pouca gente consegue emular, tal o seu significado.

 

 

# 38 Consegui boas fotos, encontrei brasileiros e um japones ingles que falava portugues que me pediu um milhãoo de fotos mas retribuiu as minhas, mas mesmo assim, não se aproxima à capa do album. Mas, fazer o que, sai de lá feliz e contente, partindo para a Torre de Londres.
# 39 Imaginei que a Torre de Londres fosse uma torre mesmo. Mas é muito mais do que isto, é quase um castelo de tão grande. E é uma das melhores coisas para se fazer na cidade, se você tiver interesse em história e arquitetura então, vai ficar um bom tempo lá, como eu. É muito difícil descrever a Torre de Londres, mas eu digo que o visitante não se arrependerá: há coisas para fazer fora, há muitas coisas para se fazer dentro.
# 40 A exibição interna é extremamente interessante, cercada de materiais medievais antigos, como armaduras utilizadas por cavaleiros, reis e princípes, armas e coroas. Outra parte legal, mas trágica, é a parte da antiga prisão, que teve como cativos muitos católicos, por exemplo. Os prisioneiros tinham o costume de desenhar e escrever sobre as paredes da Torre, e eles estão devidamente catalogados e protegidos para a posteridade. É um registro histórico, como disse, interessante e ao mesmo tempo trágico, pois normalmente os prisioneiros eram executados e/ou morriam no recinto.

 

 

 

 

 

 

# 41 Outra parte assaz prazerosa é aquela que exibe os animais que chegaram a viver na torre, inclusive no século XX. Isto porque as cortes adoravam ter animais selvagens, especialmente a cosmopolita Londres, que foi uma espécie de capital do mundo nos séculos XVIII e XIX. Assim, para cada colônia inglesa, como América, Índia, África, Oceania ou Ásia, vários animais eram trazidos e expostos. O animal favorito da corte britânica era o Leão, elemento comum em várias bandeiras, selos e outras decorações oficiais. Claro, houve acidentes com mortes, e depois de algum tempo os animais foram enclausurados em Zoológicos.

 

 

 

 

 

 

# 42 Depois da Torre de Londres (cuja visita é paga, esqueci de dizer), fui fazer a visita guiada à Ponte da Torre, ou Tower Bridge, um dos orgulhos e o principal cartão postal dos Londrinos. É um must do fazer os dois no mesmo dia porque são muito perto.
# 43 Já estava anoitecendo e era perto do Natal. A Tower Bridge estava monumental, linda mesmo, quão boas ficaram as fotos. Tirei muitas, nem soube escolher.

 

 

 

# 44 A Tower Bridge foi inaugurada em 1894 e é uma maravilha como a engenharia vitoriana funciona bem até hoje. Ela é levadiça, isso significa que foi construída pensando em deixar grandes barcos passarem por baixo. Não nos esqueçamos que na virada do século Londres era a cidade e o porto mais importante do mundo, logo, havia muito volume de navegação e trocas.
# 45 Há uma parte da Ponte que tem um chão de vidro, que curiosamente havia quebrado, felizmente sem acidentes, algumas semanas antes da minha visita. Agora, falando um pouco da parte interna, a visita é um pouco interessante, mas não tão empolgante. É basicamente a história da ponte e como foi criada.
# 46 No mesmo dia eu ainda tentei uma passagem frustrada pelo Winter Wonderland novamente. Frustrada no sentido de, estava lotada, lotadaça, e eu tive que esperar meia hora para entrar. Meu objetivo era comer um hamburger de carne selvagem e isso eu cumpri.
# 47 No dia seguinte, nada programei, Era o último e resolvi relaxar. Deixei a mala no hostel e parti rumo ao centro. Queria tirar fotos interessantes e percorrer a Oxford Street, a principal rua de compras. Lá eu comprei uma jaqueta de frio com a famosa tecnologia Light Down, que permite embrulhar a vestimenta em um espaço muito menor e, por consequência, liberar área na mala. É relativamente barato. A loja ideal para isto é a UNIQLO, marca japonesa.
# 48 Por fim, tirei novas fotos das igrejas centrais Londrinas, comi bem, relaxei, e fui pegar a mala rumo a Liverpool Street Station, rumo a um trem que me levaria ao porto, e de lá rumaria para Amsterdam. Mas isto fica para outro capítulo.

 

 

Londres me conquistou. Londres me fez afeiçoar novamente por cidades grandes. Londres é o que São Paulo poderia ser. Certamente eu voltarei para esta cidade. Não sei se aqui moraria, mas visitar e turistas, off i go.

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