Chapada dos Veadeiros 2 – O Vale da Lua e a Catarata dos Couros

Ir à Chapada dos Veadeiros e não visitar a Chapada é possível? É claro que é! Nós estávamos fazendo isso? Sim!! Há tanta coisa para se fazer na região que a gente simplesmente esqueceu do Parque Nacional, que é a principal atração. A gente se programava para visitar as cachoeiras e trilhas, mas e o parque em si? Nós tivemos um estalo e tentamos a sorte no Domingo.

Partindo ao PNCV

Mais uma vez o nosso Hostel (Buddy’s) encheu graciosamente a nossa pança faminta com os quitutes goianos e pão integral, queijo branco, pão de queijo, bolo, polvilho, uhhh. Nós acordamos um pouco tarde, confessamos, depois das 8h30. Ainda fomos encher o tanque do carro e comprar comida para levar no Parque, o que é muito recomendado – lá dentro não tem opções de compra. Zarpamos e chegamos em São Jorge às 9h30. Mas vários carros voltando já nos deram a ideia do que estava por vir. O Parque estava fechado. Sério, cada uma das trilhas tem uma lotação máxima, e 1h30 depois de abrir, todas estavam no limite. Não tinha o que fazer, decidimos adequar o nosso programa. No caminho para São Jorge tínhamos passado pelo….
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Vale da Lua

Vale da Lua
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Nós imaginávamos que todo o mundo que bateu as caras na porta do Parque iria fazer a mesma coisa. Estávamos certos. Mas deu para entrar. O Vale da Lua também é propriedade particular, e por isso mesmo, pago. E estava muito cheio. Mas a beleza, a singeleza do lugar é tão impressionante que isso não atrapalhou em quase nada a nossa trip, fora alguma espera para tirar as melhores fotos. Qualquer pessoa que pise no Vale da Lua vai entender o apelido. Há várias pequenas crateras, pedras cinzentas, córregos e cânyons. Parece coisa de outro mundo mesmo. Ou de outro satélite.
Toda essa beleza tem seus perigos. Existem áreas com cordas de segurança e outras cujo ultrapassar é proibido. Por isso mesmo há vários guardiões que vigiam o local por que sempre tem pessoas que se acham engraçadinhos e corajosos. No ano passado um rapaz mergulhou três vezes, e na terceira a correnteza o puxou por canalículos e, se afogou.
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Pois bem, depois de algum tempo no Vale da Lua, nós tínhamos a opção de ficar nas piscinas naturais e cachoeiras de lá, o que, como eu disse, estavam bem lotadas. O nosso amigo Felipe tinha uma fixação muito grande com a Catarata dos Couros, um lugar que a gente nem cogitava visitar no começo. Mas ainda não era nem meio dia e estávamos bem dispostos.
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Catarata dos Couros

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É a cachoeira mais desejada da região de Alto Paraíso (Santa Bárbara fica em Cavalcante), não por acaso. Mas o acesso não é tão fácil. Você tem que ir no sentido a Brasília por 18 km. Nós estávamos em São Jorge, então adicione mais 30 km. Para chegar lá, ainda tem uma longa estrada de terra de 32km. É bom ir com um carro com um bom motor, de 1.4 para cima, porque há vários solavancos e alguns buracos.
No caminho há oportunidades de fazer campings e encomendar almoço, com a Dona Luiza e a Dona Eleusa. Neste último caso, eles deixam você usar a trilha que eles construíram na base da enxada (incrível, deve ter dado muito trabalho), dentro da propriedade e pegar um atalho até a catarata, o que vai te salvar uns bons 20 min. Você pode deixar o carro a cerca de 300m das quedas e a caminhada lá é relativamente mais fácil.
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A catarata é um paredão fantástico, de mais de 100m de extensão, com vários “chuveiros” e uma beleza de quebrar o queixo. Parece cenário de filme e realmente poderia ser. Estava cheia, mas não lotada, e dava pra tomar um banho bom e tirar fotos de boa. É daqueles lugares que valem a pena sair do escritório insosso e arriscar mais de 400km só para encontrar e ter a sensação de conquista, pois foi assim que me senti. Ficamos um bom tempo lá observando o paredão e pensando na vida. As águas não são tão fundas (mas é regra que todas as cachoeiras da região tem lugares com profundidade maior do que 2m)

Mochila…

Dentro do complexo havia algumas trilhas em que se atravessa pequenos corpos de água e no fim as próprias corredeiras. Nada muito complexo, e no último caso tinha uma corda. Mas depois de um tempo começou a chover bem e as águas estavam aumentando. Tiraram as cordas! Eu achei que era muito mais fácil atravessar a nado (cerca de 15m no máximo) do que nas pedras escorregadias. Joguei meus sapatos do outro lado e a mala também. Mas que nada, a minha mochila caiu na água e estava se encaminhando para cair na cachoeira. Coisa de filme de humor também. A sorte é que tinha gente atravessando e pegou ela, mas estava tudo ensopado lá dentro, inclusive dinheiro. Kkkk. Bom, estava chovendo forte e eu me molharia de qualquer jeito.
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Voltamos para a Dona Eleuza e comemos o nosso almoço dos campeões, enorme, por R$ 25,00, com muito arroz, feijão, mandioca, abóbora, ovo, farofa e galinhada caipira. Eu recomendo totalmente.
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São Jorge novamente.

Todo mundo falava que a noite de São Jorge é mais agitada do que a de Alto Paraíso. Particularmente isso não me interessava tanto quanto a natureza e as trips loucas de lá, mas lá chegamos, para jantar e tomar alguma coisa. Mais uma vez vimos o passear de todo o tipo de gente, um verdadeiro desfile que só aquele povoado poderia oferecer e que agradou muito. O que mais rolava lá era Reggae e claro. Parece que o Sertanejo não chegou com tanta força lá. Demos um rolê num lugar que tinha música ao vivo e vortemos.

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No dia seguinte acordaríamos mais cedo para o rolê mais esperado: Santa Bárbara.

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