Memórias do Velho Mundo – Amsterdam

Amsterdam é uma cidade alternativa por natureza e por escolha. Não é necessário passar mais do que um dia para perceber isto. E foi exatamente o tempo em que ficamos na cidade. Ela também é chuvosa.

Tirei essa foto depois de incorporar muito os quitutes ingleses
#60 Ambos viemos da principal estação, a Amsterdam Centraal. Parece que lá tem trens para todos os lugares da Holanda, que não é um país tão grande. Saindo de lá, a primeira coisa que se nota é que a região é cercada por canais e trams e ciclovias. E basicamente os locais usam estes três meios de transporte, com grande destaque para as bicicletas. Não faltaram oportunidades de sermos atropelados por bikes. Isso porque muitas vezes os espaços para bicicletas é maior do que o dado a carros. Bem que São Paulo poderia aprender com Amsterdam.
#61 Ok, Trams nº 1, 2, ou 5 partiam para o nosso destino, Leidzepleise, ou Leidze Square. Não demorou mais do que 20 minutos e descemos perto do nosso Hostel. E aqui vai uma dica valiosa para quem viaja para cidades grandes e não tem wifi disponível nas ruas: baixe o aplicativo do Trip Advisor, ele vem com um mapa embutido e o GPS funciona muito bem sem internet. Cidades como São Paulo, NY, Londres, Paris, Tokyo e Amsterdam tem aplicativos especializados, e o melhor é que ele indica as principais atrações, restaurantes, tours e outros pontos de interesse como metrô e ônibus.
#62 Achar o nosso hostel, Stay Ok VondelPark, não foi lá complicado. Ele fica na rua Zandpad, que eu não tenho a mínima ideia do que significa, mas sei que é uma rua meio de terra. Há alguns lugares não tão iluminados, mas lembre-se, você está na Holanda. A taxa de criminalidade é baixa, mas nunca dispense a atenção.
#63 O Hostel é um dos mais bem recomendamos da Holanda, especialmente para mochileiros. Mas apesar de ter café da manhã incluso, dois itens básicos realmente deixaram a desejar: a falta de tomadas viáveis no quarto e um wifi decente. Fora isso, a localização é boa e o tratamento dispensado também. O check-in era apenas as 14h, mas pudemos deixar as malas nos lockers por módicos 0,20 centavos a hora ou 2 euros por 24h. Não era tão caro mas mesmo assim foi um dos poucos hostels que cobrava para isso.
#64 Pegamos nossos tickets para o canal cruise pela empresa Ticket and Tours. O bom é que quando fizemos a reserva do hostel era possível fazer book de tours e entradas com desconto. Assim o canal cruise ficou 11 euros por pessoa quando o preço no conter era superior a 15 euros. Há barcos diferentes, outros luxuosos, mas o nosso era bem simplezão.
Na hora de fazer um tour, um baita ponto positivo foi que havia um canal de áudio em português, com informações dadas por famosos dubladores brasileiros, no caso, o do Aioria, Piccollo e Dr. House.
#65 O canal cruise dura cerca de 1h30. Eu aconselho a quem queira tirar boas fotos a sair para a parte externa do barco. Mesmo que tenha chuva. Os canais não exalam a beleza cênica como outros rios famosos, mas exibem aquela outra de equilíbrio arquitetônico e aquela cultural. O guia nos dizia que os canais foram sendo alargados conforme o tempo e que a vida em Amsterdam girava ao redor destes. As casas eram feitas de acordo com as necessidades da época. A principal é que vigorava um imposto de propriedade baseado na largura das casas. Por isso os econômicos Holandeses construíam casas estreitas e com vários andares. E na falta de elevadores nas idades média e moderna, a forma como eles encontravam para fazer mudanças e entregar cargas foi a construção de frontões com polias e ganchos, para que fossem amarradas cordas e subidos os materiais até o último andar. Mas frequentemente as entregas batiam nas casas então eles começaram a inclinar os topos para a frente, de forma a evitar isso.

 

 

 

#66 Havia também muitas casas-barcos, algumas eram originalmente navegáveis e outras simplesmente tinham a forma de barcos. E inicialmente as classes mais pobres viviam nelas, em épocas que as residenciais começaram a encarecer, o caminho foi o Rio. Hoje a prefeitura de Amsterdam não dá mais permissão para a construção ou fundeamento destas casas, o que passou a encarecer esta espécie de moradia tanto quanto as outras.

#67 A primeira de muitas Bratwurst. A fome bateu fundo e nós decidimos comer antes de ir para a segunda atividade. Inicialmente programamos a visita à casa de Anne Frank, mas o tempo de espera era de mais de duas horas. Demos duas horas de volta antes de encontrar algum lugar, só porque não perguntamos onde havia bons lugares pra comer. Vimos alguns mas demos de cara com uma das ruas mais caras de Amsterdam, que mais parecia um shopping a céu aberto. No fim, acabamos comendo Bratwurst em uma das praças e valeu muito a pena. Em geral a comida de rua da Holanda, Inglaterra, França, Alemanha, Dinamarca (nosso espaço amostral) é bem variada e de boa qualidade. Lá tinha um quiosque que vendia tickets para passeios em Amsterdam, e
compramos o nosso bilhete para a …
#68 Heineken Experience. Atualmente, em 2014, são cerca de 15 euros. Dado o preço das cervejas na Holanda e principalmente a quantidade, eu diria que se você não é um aficionado pela Heineken e tem mais tempo, talvez seja melhor apostar em outros programas e comprar outras cervejas, o que é mais barato. É realmente uma experiência, mas você toma dois pequenos copos e conhece um pouco da propriedade.

 

 

 

 

# 69 À noite fomos dar outro rolê pela cidade. Passamos pelo Red Light District e é tudo o que nos descreveram. Mulheres à mostra em ‘janelas’ transparentes procurando clientes. Tudo identificado por luzes vermelhas acima do local. O que é notável é que lá passam famílias, crianças e idosos circulando pelo local, tudo da forma mais natural possível. É incrível que essa indústria, assim como a dos Coffee Shops, está arraigada na normalidade.

 

 

# 70 E por falar em Coffee Shops, era engraçado notar a indústria da larica. Para cada Café, havia um sem número de restaurante aos redor, a maioria especializada no coma a vontade. Muitas culinárias diferentes, com destaque para a Argentina. Nós decidimos parar em um que servia uma deliciosa costela suína e batata assada, também à vontade, e cerveja. Enchemos bem a pança e voltamos para o nosso Hostel. No dia seguinte partiríamos cedo para a nossa viagem à Alemanha. Próxima parada: Hannover.

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