Memórias do Velho Mundo – Hannover e Hamelin

Reis, Rainhas, Guerreiros, Fadas, Duendes, Castelos, Príncipes e Princesas. Histórias de mais variados tipos. Foi isso que nos atraiu até a Alemanha. Queríamos ver a cultura dos germânicos de perto e começamos pelo norte com destino até o sul. De Hannover à Stuttgart. O primeiro destino era Hamelin (Hameln), a cidade da lenda do flautista. 

O flautista de Hameln
# 71 A chegada até Hannover foi tranquila. A cidade tem um tamanho médio, mas é extremamente industrializada. Pelo menos onde andamos, parecia um grande Shopping, com dois andares. Feirinhas de natal pululavam aqui e acolá. Deixamos as nossas malas no City Hostel, relativamente perto da estação principal, e fomos dar um rolê na cidade.# 72 Foi o primeiro dos nossos Weinachtsmarkt na Alemanha e ali começou a tradição de tomar o vinho quente (Glühwein) e comer alguma coisa típica. Eu já tinha ido naquela de Londres, mas aqui era bem mais roots. Os alemães são super atenciosos e a grande maioria fala inglês muito bem. Quando nós tentamos lançamento de Machado, não tivemos problemas para explicar. E eu tive a grande noção de que se eu fosse atacado por um urso e tivesse um machado, não sobraria urso. Já o Rafael teria que correr!

 

 

 

Esse aí fui eu que acertei. Os ursos, em tese, não são páreo para mim.

 

# 73 Hamelin era o nosso primeiro destino. Fica muito perto de Hannover e só tivemos que comprar um passe de trem. Diferentemente da França, na Alemanha eles checam os nossos tickets com maior regularidade. A história flautista de Hamelin, depende de quem conta. Assim como outras lendas germânicas, os irmãos Grimm pegaram, fizeram pequenas alterações e colocaram no papel. E depois veio a Disney e infantilizou muitas delas. Não foi a desse caso.

Amanhece em Hannover, hora de partir para Hameln

A pequena vila de Hamelin sofria com uma infestação de ratos. O conselho tentou de tudo mas nada conseguiu. A população de roedores só aumentava. Foi quando decidiram instituir uma grande recompensa, talvez impagável, para quem conseguisse livar a vila de pragas. Ninguém acreditava que alguém o conseguiria, e menos ainda quando um flautista se apresentou. Pois aquele tocou a sua flauta à noite e enfeitiçou a todos os ratos, hipnotizando-os e levando-os para a morte certo no lago, onde se afogariam. Todos ficaram contentes na vila e os nobres não acreditavam que foi o flautista. Se negaram ao pagamento e ainda zombaram do músico. Alguns meses depois, de madrugada, aparece novamente na vila, buscando vingança. Começa a tocar outra melodia. Todas as crianças se levantam a começam a se dirigir para o lago. Os adultos, embriagados das festividades, remanescem dormindo. Os infantes se afogam e o flautista nunca mais aparece, enquanto a vila chora pela perda das crianças.

# 74 No caminho para Hameln tivemos um pouco de dificuldade para lidar com a máquina de Tickets da Bahn. É muito intuitiva. A questão é que era tão organizada e tinha tantas opções que a gente não sabia qual comprar, e certamente havia opções mais baratas. Foi quando uma das figuras mais caricatas apareceu para tornar a nossa viagem mais engraçada. Lukas, o polonês, só queria nos ajudar. Ele nos vendeu um ticket que ele comprou a mais “por engano”. Digo isso porque ele não parava de olhar para nós enquanto “punhetava” uma garrafinha de suco, uma situação meio constrangedora e engraçada. Mas ele também nos ensinou a mexer um pouco na máquina. Até hoje, porém, eu lembro de ele olhando fixamente para nós e mexendo a garrafinha pra cima e para baixo. Virou um meme de viagem.# 75 Tudo gira ao redor do Centro Histórico de Hamelin. Lá há um centro de atendimento ao turista que oferece mapas gratuitos, um filme sobre a região, e vende quitutes e souvenirs. Comprei o meu imã de rato, “cachaça” de rato e fomos procurar pelas ruas os melhores prédios e depois, o restaurante.  

Rattenkiller

 

# 76 Passamos pela estátua do flautista e por um restaurante que diziam ser o antigo conselho municipal (Rathaus). E depois, fomos caminhar até o museu de hamelin, que tinha itens que foram encontrados na cidade, inclusive pré-históricos. E assim como outros museus, peças nazistas escondidas em um canto. De lá, fomos procurar um moinho, que infelizmente não existia mais.
Rattenfangerhaus – um restaurante

 

 

 

# 77 Engraçado observar o piso da cidade, que faz referência as lendas. Eu gosto muito destes pequenos detalhes que fazem a diferença na hora de lembrar da aventura.

 

# 78. Fancy food. Resolvemos comer no restaurante Rathaus, e aí começou a primeira de muitas batalhas tentando entender o alemão do menu, que não tinha em inglês. A gente até tentou, mas resolvemos pedir algo mais confiável como pato ou macarrão, coisas que nós sabiamos do que se tratava. Se eu soubesse o que queria dizer Schnitzel na época (empanado), certamente teria pedido. Mas na dúvida, qualquer coisa pode ter camarão, e eu sou alérgico. Acompanhando a nossa deliciosa janta, veio uma caneca, que praticamente era um baita jarro de cerveja Weiss. Isso, para cada um de nós.

 

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