Memórias do Velho Mundo – Frankfurt e Heidelberg

Numa viagem é muito difícil seguir todo o planejamento, mas nem por isso o resultado vai ser ruim. As vezes é bom deixar alguns planos ou programa de reserva para o caso de imprevistos acontecerem ou as pessoas quererem passar mais tempo no lugar. Frankfurt é uma cidade que oferece vários coisas a se fazer, especialmente para quem gosta de museus e prédio históricos. E perto dela tem um dos castelos mais famosos da Europa: Heidelberg.

#84 Frankfurt

Chegamos nessa cidade que é uma das mais ricas e importantes da Alemanha e do mundo, sede do Banco Central Europeu, por volta das 2h da manhã de um dia de dezembro de 2014, já próximo do natal. Paramos perto da estação central, e demos uma volta até achar o caminho para o nosso hostel. Foi providencial ter o aplicativo de mapas do Tripadvisor em Frankfurt, que nos permitiu usar o GPS mesmo estando offline.

#85 Kaiserstrasse 74
Nosso hostel ficava nessa fatídica rua Kaisertrasse em que um dia o Rafael e eu transformaremos em música. Por enquanto só temos um refrão e nada mais. Wo ist das Kaiserstrasse, uooooo uoooooooou. Pensa bem. Tem nome mais power do que o “caminho do rei”. Não dá um samba, dá um heavy metal. E o hostel ficava em um bairro meio antigo de Frankfurt bem estiloso. Apesar de ficarmos num quarto com 14 camas, eu não tive problemas em dormir bem aquela noite. E o café da manhã também era muito bom, com nutella à vontade, o que é o sonho de muitos.
# 86 Rolê por Frankfurt 
Frankfurt tem muitos prédios históricos lado a lado com prédios novíssimos. Ela foi uma das cidades mais arrasadas da segunda guerra mundial
Dentre os destaques está o prédio da Antiga Opera (Alte Opera, estilo barroco e muito trabalhado), o bairro do Romer, que tem casas com arquitetura tipicamente alemã, a Torre de Eschenheim, uma das mais antigas da Alemanha (1428). As igrejas de São Nicolau, o Prédio do Banco Central, e claro, a feirinha de natal quando tem.Mas sabe uma vista que você não pode perder? O Rio Main (Meno). É tranquilamente bonito, e eu espero que você tenha apreendido um pouco do predicativo que eu utilizei. Melhor ainda, vá na incrível Catedral de São Bartolomeu e viaje na viagem, é mais bonito ainda e eu recomendo bastante o programa. O meu amigo Rafael se sentiu jogando Assassin’s Creed.

 

 

 

 

 

Há também um belo museu perto do Rio Meno, o Museu Arqueológico, com peças que remontam ao período pré-histórico, espadas romanas e germânicas, itens do Sagrado Império, Armaduras, dentre outras. E tudo isso nós vimos de graça!


 

 

 

No fim do dia, fomos comer e dessa vez eu não podia deixar passar: Joelho de Porco.

#87 O fantástico castelo de Heidelberg
Heidelberg é uma cidade média, com uma faculdade famosa e um castelo também famoso, que está parcialmente em ruínas. É uma construção muito grande e é fácil ficar mais de 5 horas lá. É uma das construções mais impressionantes que eu já vi na minha vida. É belo demais, especialmente as paredes vermelhas contrastando com a paisagem ao redor.
Ao chegarmos à cidade, fomos direto ao Kornmarkt e pegamos um funicular, incluído juntamente com a entrada, que subiu em menos de 10 min para a entrada do castelo. O castelo fica cerca de 300 m acima da cidade em uma colina com uma linda vista sobre o rio Neckar. Cada prédio construído reflete um período diferente da arquitetura germânica.
Dentro do castelo existe o maior barril de vinho do mundo que é usado ainda hoje. Na época em que viviam nobres nos castelos, uma das formas que os camponeses pagavam tributos era a dação de uma parte do seu vinho para os residentes dos castelos. Isso fazia com vários tipos diferentes de vinhos fossem misturados nos mesmos barris.
Dentro do castelo há um museu apotecário, com milhares de itens que remetem às práticas farmacêuticas dos séculos XVIIº ao XXº.
Fizemos um tour em inglês pelas partes internas, onde infelizmente não pudemos tirar fotos. Presenciamos itens bens antigos e a explicação de que o castelo foi incendiado por um raio no século XVIII e desde então se tornou inabitável. A ruína decorreu disso e do fato de que os moradores se acostumaram a levar pedras para construir suas casas na cidade, até que um nobre decidiu manter o castelo sem maiores destruições e revitalizar o que fosse possível.

 

 

 

 

 

 

# Cenas do próximo capítulo
Está gostando da viagem? Eu curti para caramba. Este foi um dos melhores dias de toda a trip, mas o dia seguinte seria muito melhor. Fomos para Hechingen e visitamos o castelo da família real da Prússia. Mas isso eu conto depois.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.