Memórias do Velho Mundo – Paris – A cidade que é tudo o que dizem e mais um pouco.

Paris nunca esteve na minha top list de viagens, confesso. Confesso também que eu prefiro lugares não tão mainstream, menos turísticos. Isso quer dizer menos filas, menos gente, e a possibilidade de curtir o local devidamente. Eu achava que Paris era só fama. Cresci vendo a cidade em filmes, desenhos e tudo mais que diz respeito à Cultura comum. Me deu a impressão que eu já conhecia a cidade. Então… eu me surpreendi demais. Paris é única. Não há cidade como ela. Paris é muito melhor do que o que dizem, e mais do que a sua fama nos deixa saber.

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Memórias do Velho Mundo – Paris – A cidade que é tudo o que dizem e mais um pouco. 


#93 O Metrô de Paris.
Cheguei em Paris e não foi difícil me virar para sair do CDG – Aeroporto Charles de Gaulle, para a estação Gare du Nord. Peguei o Metrô e fui em direção à estação Crimée, onde fica o hostel St Christopher Inn. O metrô de Paris é incrivelmente eficiente e contrasta com a sua antiguidade. Há também muita sujeira em alguns lugares. Nesse quesito, os trens de São Paulo parecem água cristalina, são muito mais limpos que os parisienses, novaiorquinos e londrinos. Mas infelizmente o prateado paulistano não tem uma malha tão grande quanto o Parisiense, que cobre a maior parte da cidade.
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Tanta organização pode deixar alguém perdido no começo. São diversas linhas que levam aos mais diferentes cantos da cidade-luz. Mas pra mim, que enfrentei o sistema de trens de Tokyo, não foi tão complicado.
Para quem vem do Aeroporto e passa pela Gare du Nord, é só pegar a linha laranja no sentido Bobigny, Pablo Picasso e descer em Laumière. Como eu estava vindo de trem, desci na Gare de L’est e peguei a linha rosa sentido La Corneuve.
#94 St. Christopher Inn Canal
Desci na estação Crimée, mas também dá pra descer na estação Riquet, na mesma linha (rosa). Tentei me achar um pouco no mapa. Já falei que tem aplicativos muito interessantes que permitem ver o Mapa das cidades grandes, mesmo estando Offline. Por isso não tive muitos problemas para chegar no meu Hostel, o St. Christopher Canal Inn.
Foto de divulgação – visão do canal pelo hostel
E fica exatamente do lado do Canal. Este Hostel, como muitos outros trend  da Europa, tinha um bar-restaurante e muitos quartos. Já era dia 24 e eu pensava: é aqui que vou passar minha ceia! Rs. Acho que não foi um bom timing para chegar em Paris. Eu não conhecia ninguém. Mas não liguei muito de passar sozinho. Muito dessa viagem envolvia ficar sozinho para pensar na vida. E tomar decisões como as que tomei alguns meses depois (explico em outro post).
O hostel tem elevador. É limpo e organizado. Dá para usar o banheiro sem medo de coliformes fecais. E eu dei sorte de ficar em um quarto com gente legal. Logo na primeira noite eu conheci um Mexicano muito louco, Alex Gutierrez, e um carioca gente fina, sangue bom, Gabriel Nascimento, e conversei bastante com eles. Alex era e continua muito pilhado e já nos chamou para fazer um rolê: ver a torre Eiffel e engrenar uma balada de natal. Eu queria descansar, e se eu já não gosto de balada, imagina no Natal?
#95 Fail Supper – Ceia Falha.
Talvez eu deveria ter ido com eles. Um dos atrativos de ficar no bar/restaurante do Hostel era o Backpacker Christmas Dinner, ou, A Ceia de Natal dos Mochileiros. Peru, Batatas e acompanhamentos e uma taça de vinho quente. Preço: 13 euros. Logo eu imaginei um monte de mochileiros reunidos como no quarto Santa Ceia, na mesma mesa, todos conversando. Não foi bem assim! Tinha uma fila para pegar a comida. A minha veio em um prato frio. E se eu não cobrasse três vezes, ficaria sem o vinho. E o pior: cada mochileiro ficou em mesas pequenas e só conversando com quem já conhecia. Pois é manolos. Meu natal foi meio chocho. Mas eu não sou um entusiasta de convenções sociais e não me importei tanto.
Comi e resolvi dormir mais cedo, mas ao tempo de ser acordado para ver se eu ia na balada com o mexicano e o carioca. Apaguei e já era dia de natal.
#96 25 de dezembro em Paris – um rolê, dois rolês.
25 de dezembro em Paris! E o que tinha para fazer na cidade? Restaurantes e cinemas e parques fechados. Por sorte, algumas atrações turísticas estavam abertas. Fui atrás de um tour gratuito a pé, mais uma tendência nas grandes cidades, onde nos registramos para o tour e depois damos uma pequena contribuição ao nosso guia.
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Eu encontrei um restaurante aberto perto de St. Michel, que é uma praça, bela praça diga-se de passagem, com uma fonte bem cuidado. É também um bairro. Resolvi ter minha primeira refeição parisiense. É prática bastante comuns de muitos restaurantes franceses de oferecer um combo, com entrada, refeição e sobremesa. Comi em um café chamado Le Départ Saint Michel, que fica de frente para o Sena e perto da estação de Metrô Saint Michel. Eu me arrependi um pouco, porque um – é relativamente caro, e dois – os pratos vieram meio frios. Comi um quichê e uma sobrecoxa de frango e me dirigi ao local de encontro.
 A nossa guia trabalhava com o Sandeman’s Walking Tours. Basicamente, nós andamos ao largo do Rio Sena, e passamos por diversas pontes e construções ao redor. Ela nos mostrou que na verdade a cidade de Paris ficava em uma ilha no rio e depois foi crescendo para outros espaços. Para quem não conhece nada da cidade, é excelente. Depois de ver onde estão os principais pontos turísticos da cidade, eu poderia voltar. Foi o que eu fiz. Passamos pelo obelisco, a torre eiffel, o museu do louvre e jardim tuileries e muitos outros.
Eu deixo vocês com as fotos, e digo que naquela noite, eu fui em outro tour, muito mais interessante. Mas isto fica para outro post.
  
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