Memórias do Velho Mundo – Montmartre e Torre Eiffel

Já falei que Paris é muito melhor do que a gente imagina. As atrações são muito mais belas e interessantes ao vivo, e super bem cuidadas. Há trechos enormes da cidade que mais parecem uma gigantesca atração. Mas uma delas está mais afastada. É um bairro inteiro, que antes não fazia parte de Paris – o Montmartre. E no dia seguinte, a Torre Eiffel.

 

# 97 O Moulin Rouge.

Voltei para o Hostel. Esqueci um pouco de falar sobre o clima da França: O inverno não é tão complicado quanto parece. Não venta tanto. Mas sair de luvas é touca é muito importante. Eu ia fazer um rolê noturno – mais um tour com o Sandeman’s Walking Tours, e achei melhor dar uma incrementada no vestuário para não sofrer. O ponto de encontro era no metrô Blanche, em frente ao Starbucks.

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O Moulin Rouge hoje

 

Nós iriamos dar uma volta pelo Montmartre, um dos principais bairros de Paris e que anteriormente era conhecido pela Boêmia. E logo na frente da estação de metrô, tem o Moulin Rouge um cabaré com mais de 100 anos e que ficou popularmente conhecido pelas dançarinas de can-can. O moinho vermelho, na tradução para Português, foi um grande ponto turístico desde a sua construção. Na verdade, é uma grande porta de entrada para Montmartre.

 

#98 Montmartre – os artistas e a igreja.

O bairro fica em uma grande e estratégica colina no noroeste de Paris de onde se pode ver toda a cidade. O nome vem tante de Monte Marte, influência Romana, como de Monte Mártir, em homenagem a Saint Denis, patrono da França, martirizado no local em 250 A.C.

O tour que eu fiz é pago e é significantemente mais interessante que os tours normais. Junto com as construções de Montmartre, nos contaram histórias dos antigos moradores – a partir do fim do século XIX, muitos artistas importantes da época vieram morar neste bairro, entre eles Picasso, Van Gogh, Modigliani, Salvador Dali e Monet. A grande maioria, muito louco. Poucas não são as histórias de bebedeiras e brigas entre eles. As mais legais são a de Van Gogh, que em uma briga cortou a sua orelha e enviou à sua amante, e a de Picasso, que não tinha dinheiro para comer em um restaurante e deu um quadro ao chef, que se deu muito bem depois. Era a época de ouro de Paris, chamada de Belle Époque.

 

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A Basilica de Sacré-Coeur  (Sagrado Coração) é uma das construções mais importantes da cidade e se situa no alto da Colina de Montmartre. Eu achei incrível o fato de que o material utilizado é alto limpante. Por isso a brancura da basílica é conhecida no mundo todo e se dá quando chove na cidade. A arquitetura, inclusive, foi feita para privilegiar essa limpeza. E olha que estamos falando de uma igreja que começou a ser construída em 1875.

 

#99 A Torre Eiffel

A Torre Eiffel é daqueles monumentos que parece já conhecermos, de tanto que é visto em todo o tipo de mídia. Mas é mais um daqueles pontos turísticos que nos surpreende. A Torre é única, é bela por si só, pelos seus arredores, pela sua arquitetura e pela visão que oferece da cidade. Tem cerca de 324m e para subir há dois meios, as escadas e os elevadores, até o segundo andar, e a partir daí, somente elevadores.

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Para entrar, precisa pagar, e o fato de eu ter ido no dia 26 de dezembro não ajudou muito, a cidade estava apinhada de turistas. Por isso, eu e os amigos Alex e Gabriel ficamos quase 3 horas na fila, sem almoçar e sem ir no banheiro. A torre tem basicamente três andares onde são oferecidos serviços. O restaurante, 58 (porque fica a 58 m do chão), fica no segundo andar. E nós aproveitamos para comer lá. Conhecemos um garçom super gente boa de Trinidad e Tobago que falava mais de 9 línguas fluentemente, inclusive português. Mais uma vez, um course de três refeições – entrada, principal e doce. E foi uma das melhores que comi lá – mousse e confit de canard. A vista do restaurante é excelente, mas a que estava no topo da torre é melhor ainda.

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Dica: O topo da torre, o terceiro andar, é muito, muito frio, e venta muito. A ponto de nevar lá em cima, mas não em Paris. As fotos são incríveis e falam por si.

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#100 Champs Elysées e a tentativa de encontrar algum bar legal

O colega mexicano Alex Gutiérrez é extremamente animado e conseguiu convencer a mim e ao Gabriel de irmos para a Champs Elysées após a meia noite e tentar achar um bar legal. Duas amigas mexicanas deles iriam nos acompanhar, mas andaram 20 minutos conosco e simplesmente foram embora. Oh mundo, você é muito engraçado. Entramos num bar balada, que o Gabriel cunhou muito bem a expressão: Fritação – música no melhor estilo LSD e vários loucões na pista. Ainda encontramos alguns brasileiros no local. Infelizmente o nosso amigo mexicano não estava bem e tivemos de levar ele para o hostel mais cedo.

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Arco do Triunfo
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Oh Champs Elysees

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No capítulo seguinte, o Museu do Louvre e as Catacumbas de Paris.

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