Memórias do Velho Mundo – Paris – o Louvre e as Catacumbas

Ir a Paris e não ir ao Louvre é também um outro pecado de quem vai pra cidade. A questão é deixar o Louvre ir até você. Se for pra só tirar um selfie com a Monalisa, é melhor nem ir. O louvre foi feito para visitar mais de uma vez, por mês, por ano, por semana, por dia. Tem muita coisa. Eu fui lá pra saber do que se tratava. E depois, no dia seguinte, as catacumbas.

 

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Memórias do Velho Mundo – Paris – o Louvre e as Catacumbas

#100 O Louvre

 

Filas, filas e filas. Mais quase três horas incríveis de fila. Eta Paris turística. É muita gente, e como eu disse, as vezes isso pode estragar a experiência. A entrada no Louvre também é paga, mas dá pra comprar um passe. Para chegar no Museu, é fácil – é só descer na estação Louvre/Rivoli, ou se quiser ir direto, na estação Palais Royal / Musée du Louvre.

Não espere conhecer o Louvre inteiro durante um dia. Não dá. Também não dá pra conhecer tudo em uma semana. São mais de 220 mil metros quadrados. O equivalente a 3.150 apartamentos de tamanho médio. Uma estatística que falaram no tour que fiz no primeiro dia: se você quiser conhecer todas as obras do Louvre (mais de 70.000), dedicando pelo menos 1 minuto em cada uma e visitando o museu 8 horas por dia, demorará pelo menos 145 dias.

O Louvre é marcado pela pirâmide, arquitetura que no começo foi odiada pelos Parisienses porque não combinaria com os arredores. O mesmo se deu com a Torre Eiffel, mas a ideia vingou e hoje ambos são símbolos da cidade. Por dentro, é um verdadeiro labirinto -são diversos setores, como a arte grega, a arte romana, a arte rupestre, os egípcios, arte francesa, estátuas, etc..

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Eu gostei de diversas obras, em especial as renascentistas, mas no curto período que eu fiquei (2 horas, isso porque peguei 3 horas de fila) eu não pude ver muito e me ressinto de não ter encontrado o setor do sarcófagos egípcios. Via obras muito importantes e passei pela Mona Lisa. E por falar em Monalisa, é muito difícil ver o quadro de perto. Tem muita gente tirando milhares de selfies e fotos de um quadro que eles viram a vida toda. E ao vivo, a obra é muito menor do que se imagina, parece até menor que uma folha A3. A fama de Monalisa vem porque o quadro foi roubado em 1911 e ficou dois anos desaparecido. Um funcionário italiano simplesmente pegou a obra e colocou embaixo do braço. Ele acreditava que a obra deveria ser exposta em um museu italiano. Depois disso, eles começaram a investir na segurança do Museu. Hoje é infravermelho e só de alguém tocar já apita.

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Pôr do Sol em Paris. Vista da saída do Museu do Louvre

#101 Comida japonesa em Paris

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Ainda deu tempo de jantar comida japonesa em Paris, em um lugar não tão longe do Louvre. Consideravelmente mais barato que aqui, como muitos restaurantes parisienses – você não paga exatamente uma pechincha, mas todas as refeições que eu fiz são de alta qualidade.

O mix de Sashimi era incrivelmente delicioso. Os peixes não se comparam aos japoneses, mas são muito bons.

#102 As Catacumbas de Paris

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Não é para qualquer visitar as Catacumbas de Paris. Muitos dos colegas que estavam no mesmo hostel que eu tinham medo. É um programa pago, que fica perto do Metrô Denfert-Rochereau. E adivinha? Costuma ter uma fila enorme. Eu fiquei mais de 1h30 esperando para entrar. E por isso eu recomendo fortemente a qualquer visitante da cidade de comprar os ingressos com antecedência para evitar as filas.

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As catacumbas são um ossuário enorme embaixo de Paris, construído de forma que em muitos trechos, os Ossos formam paredes, esculturas e outras “obras” para os visitantes locais “se assustarem”. É um verdadeiro circo formado em torno da morte, mas as coisas são de tal forma que o lugar não é verdadeiramente amedrontador e chega até a ser engraçado.

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Pessoalmente, não valeu a pena para mim a não ser tirar poucas fotos. Eu fiquei 1h30 esperando para dar um rolê de meia hora em que só via ossos empilhados. Talvez, fazendo um tour explicativo, seja muito mais interessante saber a história do lugar. Não que não haja placas ou sinais, indicando, por exemplo, que muitos dos ossos são da época da Revolução Francesa. Mas entendo que só isso é insuficiente.

Paris tem muita coisa para fazer e eu queria ver o Palácio de Versailles, por exemplo, mas não daria tempo. Eu tinha combinado com um grupo de brasileiros, e o ruim de depender dos outros é isso – eles me deram um bolo e foram no dia anterior.

O dia seguinte seria o último e eu visitaria o Jardim de Luxemburgo e o restaurante em homenagem ao Metallica!

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