A decisão de deixar o Brasil – Rumo a Genebra

Estou deixando uma carreira promissora no Brasil e não olho para trás. No fim de Agosto eu embarco para Genebra. Estou deixando o Brasil, pelo menos por enquanto: dois anos. Ficam aqui sonhos, poucos bens e memórias. Vou embarcar de mala e cuia e, apesar das dificuldades, só existe uma palavra no meu dicionário. Vencer.

A decisão de deixar o Brasil

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Enquanto escrevo este texto estou com aquele frio na barriga próprio de uma grande expectativa. Já estou assim há cerca de 4 meses. Já passei pela fase do medo, a fase do estresse, a fase da ansiedade e agora estou na fase do otimismo. Agora que a viagem definitiva se aproxima as emoções se misturam em um caldeirão e a ficha finalmente começa a cair.

Os dias parecem passar muito rápido e ao mesmo tempo muito devagar.

Ainda me lembro daquele dia 20 de março quando acordei as 6h da manhã e tentei conter as lágrimas ao ver no meu e-mail uma mensagem que me surpreendeu de duas formas. Eu fui aceito para fazer um Mestrado no Graduate Institute de Genebra, uma das maiores instituições do ramo de relações internacionais. Eu tinha uma certa expectativa, mas depois que eu vi a palavra “admitted” se transformou em certeza.

Mas logo abaixo eu recebi outro e-mail, o segundo ingrediente da minha saga – a dificuldade. Eu tinha solicitado uma bolsa e eu imaginei que, diante do meu histórico de vida, se eu fosse aceito, teria direito a uma ajuda da faculdade. Mas a segunda surpresa foi negativa – eu não ganhei nem ajuda parcial. Vou para Genebra por minha conta e risco. Eu não entendi, e para falar a verdade, até agora não entendo – muitas pessoas com muito mais condições financeiras do que eu foram agraciadas.

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A decisão de sair do Brasil já estava tomada muito antes. Em outubro de 2014, por diversos motivos, eu estava um pouco desanimado e sentia aquela necessidade interior de mudança. Eu me via envelhecendo rapidamente e ao mesmo tempo me acomodando. Eu tinha um planejamento de carreira promissor no brasil – passar em concursos de níveis avançados e ficar por aqui. Mas algo me mordia, me deixava sem dormir e me fazia refletir sobre aquela necessidade de “sair” para pensar. Era o bichinho da viagem, era o bichinho da aventura, era o bichinho da coragem.

Na verdade, depois que você passa por uma experiência chocante – no meu caso, minha mãe faleceu subitamente na minha frente, aos 58 anos, cheia de planos, em 2012 – você começa a repensar toda a sua vida e suas prioridades. E isso me ajudou muito a me decidir.

Durante boa parte da minha eu sonhava eu fazer trabalhos que mudassem as vidas das pessoas. E com o direito eu poderia fazer. Eu também sonhava e sonho em viajar o mundo todo. Isto também está encaminhado. Quando saiu o resultado, eu já estava de cabeça feita: vou sair do Brasil.

Eu tive certeza em um fatídico dia onde nada menos do que 4 amigos me falaram sobre este desejo de morar fora, mudar tudo, começar a aventura. Não foi por acaso.

O caminho até Genebra

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Muita gente quer viajar para fora e morar, mas eu te digo que não é fácil. Também não é aquela dificuldade toda que você está imaginando. É como subir uma montanha. Se você ficar no chão só imaginando que é muito difícil, nunca vai subir. Para subir, precisa de muitos preparativos e ir passo a passo. E aqui vai uma dica fundamental: é muito mais fácil subir uma montanha depois que você subiu outras. E um dia eu vou falar das outras montanhas – tarefas difíceis da vida – que eu já fiz. Mas esta com certeza é a mais difícil.

Muita gente não entendeu a minha decisão e ainda não entende. As vezes, até eu não entendo! Eu vou largar um bom trabalho, que eu batalhei por quase 7 anos para chegar, e um futuro promissor, para uma simples aposta. Não, não é uma simples aposta. É uma aposta em mim. Eu sou funcionário público, mas vou ter que largar o meu emprego.

Muita gente quer viajar para fora e morar, mas eu te digo que não é fácil. Também não é aquela dificuldade toda que você está imaginando. É como subir uma montanha.

Mais do que isso, eu não tenho dinheiro suficiente para ficar o curso todo lá. Quer mais? Eu lutei para ganhar bolsas, só para ver portas batidas na minha cara. Mais? Genebra é uma das cinco cidades mais caras do mundo. Eu não tenho ninguém pra me sustentar. Eu também não vou poder trabalhar lá.

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Juntando dinheiro pra viagem

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Com tudo isso eu estou sendo chamado de louco. De burro. De bolas de aço. De tudo. Mas na vida, eu já descobri, que para dar certo, tem que ter pelo menos uma pitada de loucura. Vou deixar meu emprego e meu futuro aqui por um pedaço de sonho, mas é um sonho antigo, e é o mais belo da padaria.

A questão do dinheiro pega. Eu não tenho como me sustentar lá sem ajuda financeira, e como eu disse, não tive ajuda de nenhuma instituição. Mas eu vou ficar parado? Claro que não. Eu tenho que correr atrás dos meus paranauês. Eu não vou desistir.

O meu plano principal foi fazer uma vaquinha. Eu passei por muitas dificuldades na vida e essa é uma das razões que eu não tenho dinheiro. Fora ter de sair do emprego e os altos custos de estudar em Genebra. Mas ao mesmo tempo eu tenho ciência de que tem outras pessoas que merecem ser ajudadas a estudar também. Por isso eu me comprometi a usar todo dinheiro que me foi doado para outras pessoas. E mesmo não tendo conseguido todo o valor que necessito – a campanha ainda está de pé – eu estou muito feliz com os resultados. Muita gente me ajudou e estou surpreso e contente.

Esse site também faz parte do meu plano. Eu vou entrar de vez no ramo de blogs de viagem e espero que isso me dê retorno. Mas mesmo que não me dê retorno financeiro o suficiente, com certeza me faz sentir realizado. Eu estou finalmente fazendo o que gosto.

E quando chegar em Dezembro, eu vou me virar em 10, se necessário, mas não vou desistir, nem olhar para trás. Só existe uma palavra no meu dicionário: vencer.

30 thoughts on “A decisão de deixar o Brasil – Rumo a Genebra

  1. – Como funcionário público, você precisa se demitir? E as famosas licenças premium?
    – Sobre o dinheiro, aí vai uma dica: Trabalhe por 2, gaste por 0,5, venda/alugue propriedades, dispense empregada doméstica (se houver), e, se mesmo assim não houver dinheiro, faça um empréstimo.
    – Sobre formas de se virar, procure no Google: André Souza (https://www.linkedin.com/in/andrelesouza). Vê o Nerdcast sobre ele.
    – ainda sobre dinheiro, tem como pedir alguma ajuda do governo ou instituições de apoio ao conhecimento?

    Por hora é só.

    1. Ainda sobre dinheiro: Tenta ir alguns meses mais cedo e procura trabalho em Portugal por exemplo. Pode não ser grandes coisas, mas você pode conseguir algum dinheiro para se garantir mais ainda.
      Vê também formas de investimento para alavancar parte do dinheiro que vc tem (renda fixa me parece uma boa opção).

    2. Obrigado pelas dicas Augusto

      – Eu tenho que me demitir por que não sou elegível para a licença, infelizmente!
      -Sobre o dinheiro, estou em contenção de gastos, vendendo tudo que eu tenho, e sim, se precisar, faço empréstimo!
      – Vou procurar sim
      – as instituições que tinham eu já pedi ou não sou elegível. Infelizmente a minha área tem pouco incentivo para estudar fora.

      Se você ou alguém conhecer alguma, pode me falar

  2. Ai rapaz…. passei a mesma coisa que vc, quisá bem pior.
    Larguei mestrado quando minha avó faleceu pq meu orientador disse em alto e bom tom “que não era para misturar problemas pessoais com a faculdade”.
    Eu pensei: perai foi uma pessoa que faleceu, cade a humanidade? Sem esperança de crescer alem daquelas briguinhas riduculas de departamento, onde soh se fica olhado o nivel capes…. alem de inumeros não profissionais que puxam o tapete dos outros.

    Enfim, larguei uma carreira promissora, somente com o dinheiro de dar aulas particulares, preparei meu passaporte e fui pro canada, sem bolsa, sem estudo e sem ingles.
    Ralei muito, sofri, comia 1 vez por dia.
    Encontrei pessoas fantasticas, que jamais vou esquecer. Peguei frio de -40 graus….e acredite, com um sorriso no rosto que eu não tinha a muitos anos….
    Mudei pra australia na cara e na coragem tb, sem conhcer ninguem e sem ninguem pra me bancar. Ralei, mas ralei muito: babá, faxina,aula, manicure…. de tudo!
    E vou te dizer: se eu tivesse que voltar atras, teria feito tudo de novo, até mais cedo!

    Aprendi que a vida escorre pelos dedos e que o que mais atrapalha a gente é um medo do que não exista.

    Quando ver o bicho papão, não fique com medo. Abre a porta do armario e veja: Não há nada o que temer.

    Viva e exista.

  3. Isto mesmo,lute pelos seus sonhos.A sua experiência é única.So vc vai poder contá-la.Então vc é a única pessoas que poderã adquirir lá.Dificulades são experiências e desafios procure visualisar assimEu 25 anos de na Alemanha passei por muitas experiências,momentos difíceis tentaram min abalar mas eu via tudo como um desafio porque para min tbm era um sonho.Tbm deixei tbm tudo no Brasil,faculdade trabalho família be etc.Mas nunca pensei em desistir.Se for preciso faria tudo de novo.Escute a voz do seucoração, não deixe ninguém decidir por vc. Vc é o dono da sua verdade é todo ser imano e único.e as coisas não acontece por acaso.Se vc conseguiu só a bolsa de estudos e os outros além da bolsa tbm ajuda e porque algo diferente vai acontecer na sua vida aqui.Te desejo muita força e com certeza tudo vai dar certo.

  4. Eu e meu marido estamos exatamente na mesma situação: nós dois largamos bons empregos no Brasil e viemos para a Suíça sem bolsa (no caso, Neuchâtel, que é menor e mais barata que Genebra). Estamos ralando horrores porque a Suíça é muito cara, mas estamos super felizes. Haverá muitas dificuldades pela frente, mas com certeza (e com a experiência das outras montanhas que subimos), vai dar tudo certo.
    Quanto a não ser aprovado para a bolsa, nem sempre o fator principal é a necessidade financeira, viu. Normalmente eles levam mais em consideração o currículo e a carta de motivação – ou seja, o que você pretende fazer no futuro e como pretende mudar o mundo, rs.
    Tenho um blog sobre o assunto também, se quiser passa lá: http://vidaqueseleva.wordpress.com
    Sorte!
    Vívian

    1. Gostei do seu blog Viviane, já curti!

      Eu acabei de colocar Neuchâtel na minha lista, adorei as fotos… e estou curioso para saber como vocês vão se virar aí!

      Ano que vem eu vou prestar a bolsa novamente, e com certeza melhorar a carta

  5. Oi amigo, morei 20 anos em Genebra, hoje me encontro no Brasil, porém, estarei de retorno para ficar por período indeterminado. Caso precise de ajuda, me encontre por lá! Fiz todos os meus estudos por lá. Posso te dar todas as dicas do mundo! Abs Marcio Braga, face: https://www.facebook.com/marcio.braga.58

  6. Oi Sarliman! O medo é normal, eu vivo há 6 anos na Espanha e vim em uma situação parecida com a sua. Me matriculei em um mestrado, fui aprovada, mas sem direito a bolsa de estudo. Minha familia não tinha condições de me ajudar e eu vim apenas com minhas economias. Chegando aqui conheci muita gente, desde extrangeiros (franceses, italianos) a brasileiros e eles me ajudaram a conseguir trabalho. Aqui também não é permitido estudar e trabalhar, então acabei arranjando trabalho em bares e baladas onde grande parte das pessoas trabalham em negro. Fiquei na discoteca como relações publicas (convidando as pessoas a ir a meu bar) durante o tempo que fiz o mestrado. Assim que terminei mandei curriculum para muitas empresas e me contrataram como becaria em uma agencia de marketing. Estou há 4 anos nesta empresa, contratada e muito feliz. Tenho certeza que seu caminho não será diferente. Sempre pense positivo, dificuldades vem, mas alegrias viram em dobro!!! Muita sorte 🙂

    1. Tatiana, a sua história me inspira e me faz ter mais confiança ainda! Tenho certeza que você está muito melhor hoje! E aposto que teve gente que falou mal da sua ideia na época… O que será que eles fazem hoje?

  7. Oi! Eu normalmente nao deixo comentario, mas achei muito interessante seu blog, e mais interessante ainda a forma como voce se expressa, tendo a coragem de expor seus medos e angustias, suas historias pessoais, etc. Quando a gente aperta aquele botão dentro da gente do “vou morar fora”, não tem nada que nos segure. Não tem família, amigos, falta de grana, nada nada… Não precisa nem ter coragem de fato porque por um fluxo natural, na nossa cabeca, essa é o caminho mais sábio a seguir. Eu tambem fiz um caminho bem parecido, larguei emprego que me dava grana e estabilidade e vim fazer um mestrado na Noruega (ainda um pouco mais caro que Suica rsrsrss). Sao dois anos de aprendizado mental, espiritual e emocional, não é facil mas hoje eu sou uma pessoa muita melhor, em especial comigo mesmo. Segue seu coração que vai dar tudo certo! As vezes ate o que parece que ta dando errado, na verdade ta é dando certo, mas o ser humano as vezes demora um tempo pra entender como a vida funciona de fato… Aproveita ai seus ultimas dias do Brasil, o sol, a comida, a lingua e em especial as pessoas! 🙂 Aponta pra fe e rema!

  8. Oi Sarliman! Esse post veio em boa hora. Eu estou começando a sentir essa inquietação, essa vontade de mudar, vendo a vida escorrer pelos meus dedos e o medo impedindo de tomar decisões como a sua.
    Vamos lá! Tbm sou da área do Direito, advogada que estuda para concursos públicos e sempre acreditei que esse seria o emprego perfeito. Até que conhecei meu atual noivo, que mora em Lima, viajei três vezes pra lá e agora vivo nessa indecisão, largar todos os meus planos aqui, um futuro com estabilidade financeira, mas que vai me prender em algum lugar do país ou deixar tudo aqui e ir buscar outras formas de viver num país diferente. Poxa, fiquei admirada quando li que vc deixou seu cargo, me deu um ânimo para pensar melhor nas minhas escolhas, sabe? Minha situação é diferente, eu tenho apoio total lá, inclusive temos onde morar, nosso ap será entregue nos próximos meses… Quando li teu post me perguntei…o que estou esperando? O que me prende aqui é a ilusão de que um salário alto e estável me fará feliz, mas estou começando a perceber que talvez esteja adiando mudanças por medo de encarar o novo.

    1. Maria Rita! Tudo depende muito do resultado, mas eu me dei conta que a felicidade está mais no caminho do que na própria chegada… É claro que muita gente quer concurso público e eu mesmo estudei muito para isso… Só que chega uma idade, no fim dos nossos 20 e começo dos nossos 30, que a gente começa a se questionar de o quão perto estamos do nosso sonho. E o meu sonho é me destacar lá fora….

      Qual o seu sonho? O que você quer fazer?

  9. Olá Sarliman. Somente hoje descobri seu blog e foi inevitável deixar um comentário de apoio moral e ao mesmo tempo de agradecimento por ter compartilhado seu relato altamente inspirador. Penso que quando estamos vivendo uma situação de dificuldade muito grande existe uma tendência natural no ser humano em pensar que somos o último da fila e que aquilo acontece unicamente conosco. Desta forma, entendo que seu relato nos ajuda a perceber, primeiramente, que não somos os únicos e não estamos completamente sozinhos e, em segundo lugar, também nos fortalece para continuarmos firmes na trajetória que escolhemos e superar as adversidades.
    Passei (e passo ainda) por situações bastante semelhantes à sua. Estou vivendo desde o segundo semestre de 2014 na Inglaterra após ter sido aceito para cursar doutorado em sociologia (minha grande paixão), porém, analogamente a você, também sem direito a bolsa (ou seja, como nas expressões contraditórias do Chico Buarque em seu post). Assim como você, já apliquei para outras bolsas depois que cheguei aqui e tive as portas igualmente fechadas, mas continuo insistindo e sempre vasculhando toda e qualquer oportunidade.
    Também abri mão conscientemente de um trabalho promissor no Brasil, uma carreira e tudo o mais, e me desfiz de bens materiais (reconheço que o desapego é algo muito difícil, porém altamente necessário pois não dá para fazer omelete sem quebrar os ovos), pois este projeto de vida era muito maior e mais importante pra mim e creio que pra você foi a mesma avaliação. E nem foi com a expectativa de futuramente vir a ganhar muito, muito mais, fazer fortuna e coisas do gênero. Não se trata disso e sim de um chamado interno mesmo no sentido de desenvolver uma atividade que realmente me traga satisfação plena, de contribuir, de fazer a diferença exercendo aquilo que nos desperta paixão e contentamento.
    Sendo assim, queria dizer pra você que as dificuldades de fato existem para todo mundo, começar uma vida do zero no exterior não é fácil, mas por outro lado, tenho a plena convicção de que quando temos um objetivo muito claro na mente, de uma forma ou de outra conseguimos encontrar as forças necessárias para superar os obstáculos. Eu tenho muita confiança nisso e queria deixar esta palavra de apoio já que sei mensurar exatamente como você está se sentindo.
    Pra finalizar, eu diria também que sou mais favorável a tentar realizar um projeto de vida do que, futuramente, termos aquela sensação desagradável de olhar para trás e pensar: será que se eu tivesse tentado teria dado certo? Eu não quero ter esta sensação e tenho certeza que tanto você quanto os demais colegas que compartilharam seus belos comentários aqui também não. Grande abraço e muita força! Você não está sozinho nesta!

    1. Caro Luiz Valério, muito obrigado!

      Fico contente de saber você está passando pelos mesmos momentos, ainda mais que de vez em quando bate aquela dúvida, aqueles segundos pensamentos! O seu apoio faz muito bem pra mim, as vezes é difícil explicar como eu me sinto nesse momento e acho que você entende.

      Por exemplo no meu curso de Mestrado eu sou o mais velho e os alunos são na maioria de 21, 22 anos, Europeus, com uma história de vida completamente diferente da minha, então vez ou outra eu me sinto deslocado.

      Felizmente, depois que eu postei esse post acima, muitas coisas positivas aconteceram, como eu ganhar uma ajuda emergencial pequena, embora não tenha conseguido a bolsa.

      Hoje a minha vida está correndo, antes estava andando rápido, e eu não me arrependo de nada!

      Obrigado

      1. Olá novamente Sarliman. Fico grato em saber que meu comentário tenha surtido efeito positivo pra você. Ele foi feito com sinceridade porque realmente não é fácil mesmo. Compreendo bem sua sensação de ser o mais velho da turma, pois, coincidentemente, também sou bem mais velho do que a maioria dos meus colegas de curso que estão na faixa dos 24 a 28 anos aproximadamente. No começo eu me sentia um pouco deslocado com relação a isso, mas depois de algum tempo não me incomodou mais e nenhum deles jamais me tratou de forma diferente em função de sermos de gerações diferentes (eu tenho mais de 40). Então notei que era algo que estava mais na minha mente e não externamente e desencanei. Hoje já nem penso mais nisso. Portanto, minha dica é desconsiderar este elemento e simplesmente extrair o máximo que puder desta vivência única.

        A propósito, como creio ser do seu conhecimento, existe uma infinidade de portais na internet que divulgam bolas de estudos para estudantes internacionais. Eu mesmo já vasculhei uma infinidade deles (alguns são ben ruinzinhos, diga-se de passagem), mas embora eu também ainda esteja à procura de uma, os portais que considero melhorzinhos tanto em termos de navegabilidade quando da qualidade dos resultados das buscas são os seguintes:

        * http://www.internationalscholarships.com
        * http://www.postgrad.com
        * http://www.findamasters.com
        * http://www.thescholarshiphub.org.uk

        Portanto, ficam as dicas para você realizar as buscas caso estes portais não sejam do seu conhecimento. Mas não se restrinja a eles, ok. Estes são apenas os de minha preferência pessoal, o que não quer dizer que não existam outros iguais ou melhores.

        De qualquer forma, te adianto também que a busca requer muita, mas muita paciência mesmo e atenção redobrada aos detalhes das ofertas de bolsa no sentido de identificar com clareza os pormenores dos critérios de elegibilidade, o que elas oferecem, entre outros detalhes. Eu geralmente dedico um ou dois dias full time a cada semana ou quinze dias mais ou menos (dependendo de minha disponibilidade) para realizar buscas bem detalhadas.

        Bom, parabéns também por ter conseguido ser bem sucedido em obter uma ajuda parcial pela universidade e bola pra frente, ok. Grande abraço e sucesso!

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