Deixando o Brasil – Viajar me impediu de cair em depressão.

Esse post faz parte da minha série sobre deixar o Brasil. Muitas coisas que eu escrevo aqui eu não disse para ninguém ainda. Há algum tempo atrás senti uma tristeza enorme e logo isso começou a me atrapalhar para fazer diversas atividades do dia-a-dia, a ponto de eu achar que eu estava lentamente definhando. Cheguei a pensar que não fazia sentido viver. Viajar e especialmente a expectativa de mudar de vida me ajudaram a superar isso.  Eu conto mais no post.

Deixando o Brasil – Viajar me impediu de cair em depressão.

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O Japão foi o começo de um processo que está me fazendo superar a tristeza.

Junho de 2014. Quando pisei no Aeroporto de Tokyo senti algo diferente. Era vontade de ir ao banheiro, depois de quase 12 horas de viagem desde Houston. Mas além disso, algo ainda mais diferente. Uma grande sensação de realização e liberdade. Eu estava do outro lado do mundo em um país que eu nunca pensaria que visitaria. 

Mas eu ainda não estava exatamente bem. Sentia ainda uma tristeza inexplicável, um vazio enorme e uma apatia com atividades que outrora me deixavam feliz. Meu corpo também parecia mais pesado e eu comecei a desanimar de escrever em meu antigo blog, ir na academia, comer em lugares diferentes, cozinhar e diversas outras coisas.

Vamos voltar um pouco tempo e eu explico um pouco o que aconteceu.

O dia da minha formatura.

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Era para eu estar assim na minha formatura. Mas o destino me impediu de ir.

Me dói um pouco falar disso mas também me faz bem. Escrever é uma terapia. Funciona como uma grande desabafo. 

Era o fim de 2012, um ano importantíssimo para mim: passei em um concurso há muito tempo desejado, meu time foi campeão da Libertadores (sem ser no playstation), fiz a minha primeira viagem internacional e eu finalmente, aos 27 anos, eu me formaria.

Além disso eu me preparava para morar só. Um dia antes da minha formatura (que seria em 8 de dezembro), eu reservei um apartamento no centro para alugar. Minha mãe reclamava muito da minha ideia e achava que eu não me daria bem bem morando sozinho, passaria fome e que “as mulheres não gostam de homens que moram sozinhos”, entre outras besteiras que eu entendia, por que ela gostava muito de mim, apesar do método incomum e palavras impensadas.

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Mas a minha mãe não estava legal – uma falta de ar, cansaço e diversos enjoos inexplicáveis colocavam ela para baixo, mas não a impediam de perseguir o sonho dela – ela estava modelando roupas e iria vender na feirinha do nosso prédio no sábado, o dia da minha formatura. Minha mãe não queria ir pro hospital por que ela achava que iria ser internada e perderia alguns dias. Além do que, já tinha passado por algo semelhante alguns anos antes e era indigestão e pressão alta. Então ela achou que iria melhorar sozinha.

No sábado, 8 de dezembro de 2012, eu faria um teste para subir de faixa no Muay Thai e à noite eu seria graduado em Direito pela USP. Mas o que era mais estranho era que eu tinha a simples, única, sensação de que eu não faria aquele teste e não iria à minha formatura. Tive dificuldades para dormir naquele dia. O meu pressentimento estava certo.

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Minha mãe e sua vendinha em uma feira comunitária no meu antigo prédio

8 de dezembro. Fui acordado repentinamente pelo meu irmão as 6h da manhã. A cara de preocupado e a surpresa me fizeram entender o que se passava. A nossa mãe estava passando mal na sala, mal conseguia falar de tanta falta de ar, cansaço, tontura, e suando frio. Chamamos o bombeiro do nosso prédio e ele não tinha como ajudá-la, e confirmou que nós deveríamos levá-la imediatamente ao hospital. Um sentimento misto passava por mim: uma paz interior e ao mesmo tempo uma sensação de vazio e tristeza. Um pressentimento. Ela foi piorando aos pouquinhos mas estava consciente. Conseguimos descer e a colocamos dentro do táxi.

No táxi as coisas pareciam bem de um jeito estranho. Minha mãe também estava com uma cara de paz interior, mas com falta de ar. Eu segurava a mão dela. Ainda suando. Preocupado. De repente, já chegando perto do hospital, ela soltou a minha mão.

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Algo começou a subir no pescoço dela, ela perdeu o ar, ficou muda, inconsciente e a tombou no assento, meio de lado. Naquela hora caiu a primeira das minhas fichas: Ela tinha tido uma infarto. O nosso desespero foi enorme e eu fiquei com vontade esganar o taxista pra ele correr até o hospital. Quando descemos do carro, ela estava azul e não respirava. Ainda inconsciente. Peguei-a nos braços e tentei chamar, sem resposta. Naquele instante eu senti que ela tinha falecido. 

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Era verdade. O médico nos disse que ela chegou sem vida no hospital. E eu senti que aquilo era irremediável. Na UTI conseguiram reanimá-la, mas o prognóstico era péssimo. Ela precisaria de cuidados intensos. Não demorou muito e ele voltou com a notícia definitiva. Declararam a minha mãe morta as 08h15. Minha mãe morreu em pleno dia da minha formatura…. Eu não consigo explicar essa sensação e mesmo quando escrevo me sinto triste.

A chegada para casa foi terrível. Ver os sapatos dela no chão, o pijama que ela tinha vestido, os planos em cima da mesa e as lichias que eu tinha comprado pra ela na geladeira, intactas, me derrubaram. Só o tempo poderia me curar. Meu time foi disputar a final do Mundial na semana seguinte e apesar de vencer, foi o jogo mais triste da minha vida. O natal e o ano novo passei boa parte chorando e me sentindo só. As lembranças ainda estavam vívidas.

Mas eu mal sabia que eu sentiria a morte dela de uma forma muito estranha. Somatizei, e exatamente um ano depois, eu achei que seria minha vez.

No ano seguinte

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Em 2013.

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Eu não demorei para me recuperar – depois de um mês eu estava melhor. Eu sempre acreditei em vida após a morte e de certa forma isso me confortava. A minha mãe acreditava muito mais então eu achava que ela estava bem melhor do que eu. Eu descobri que a causa tinha sido Embolia, e que isso era muito difícil de diagnosticar. E normalmente fatal.

Sonhei diversas vezes com ela e na maioria dos sonhos ela não acreditava que estava no outro mundo. Ela me dizia que estava bem. Depois de algum tempo eu sonhei que ela tinha finalmente se dado conta.

2013 foi um bom ano para mim e eu comecei a ficar mais contente e fazer as coisas que eu gostava. Eu comecei a escrever, fazer poesias, cozinhar, me foquei nas artes marciais e engatei um namoro com uma garota incrível.

Mas o corpo e a mente são máquinas incríveis e ao mesmo tempo estranhas. No final de 2013, próximo a completar um ano do falecimento dela, eu senti uma grande sensação de vazio e que algo muito ruim me esperava. Comecei a querer não sair de casa. Uma grande tristeza me abateu. Eu fui trabalhar e tive uma pressão alta e comecei a ficar com medo. Eu nunca tinha tido a pressão tão alta. Comecei a ficar preocupado e achar que a circunstância da minha mãe se repetiria comigo. 

O medo e a tristeza se confundiam dentro de mim, e uma grande ansiedade surgiu. No dia 8 de dezembro, exatamente um ano depois, eu fui ao trabalho e comecei a chorar do nada, sem grandes motivos. Não aguentei ficar muito tempo e desci para o ambulatório. Taquicardia.  O meu coração batia muito forte e eu não conseguia nem falar. Mediram a minha pressão – 18 x 11. Eu achei que iria morrer naquele dia, assim como ela tinha morrido um ano antes. O desespero me bateu e eu achei que ter um infarto era só questão de minutos. Uma hora eu deitei e pedi para a enfermeira não sair dali. Achei que ia desmaiar. E que ia embora desta vida. 

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Eu estava na lama e não sabia

Foi só um susto.

Felizmente nada de mal aconteceu. Fizeram todos os exames comigo e meu coração estava bem. Depois eu faria outros exames, e afora uma pressão alta episódica, eu estava bem. Mas eu nunca mais fui o mesmo. Aquela tristeza continuou no meu coração. Eu comecei a desanimar de sair de casa e só fazia isso por que sentia que eu não estava bem.

Um pensamento ruim passou a fazer parte do meu dia-a-dia. Se todos vamos morrer, para que lutar para viver? Outro pensamento é que somos extremamente frágeis. Podemos ser levados deste mundo a qualquer tempo e muitas vezes não tem como nos salvar. Então para que fazer planos. Que merda de pensamento.

Eu continuei com a sensação ruim de que algo poderia acontecer comigo e que eu teria algum mal súbito. Foi muito difícil me livrar disso. Hoje eu sei: eu tive um ataque de pânico e estava sofrendo de ansiedade extrema. E se eu continuasse daquele jeito, eu entraria em depressão.

A tônica de grande parte de 2014 foi essa. Eu não me sentia bem por dentro e para falar a verdade, isso foi até o começo de 2015. Sentia que eu não tinha muitas razões para viver, que eu estava ficando velho de repente, que eu estava ficando burro e que minha memória não era a mesma. Tudo isso me deixou muito down.

Mas eu nunca me entreguei. Nunca cheguei perto de pensar em suicídio, por exemplo. Só que eu tinha que fazer alguma coisa.

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Viajar me ajudou a sair da lama da tristeza.

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Um novo ano começou: 2014.

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Realmente eu me sentia em uma lama de tristeza e achava que não havia razão para ter esperanças e pensar no futuro se a gente vai todo mundo morrer um dia. Os meus dias não eram de todo ruim e por fora eu conseguia passar uma aparência saudável. Mas por dentro, não estava bem. Como diz aquela música do Angra, Gentle Change:

Lightning up another cigarrette
Playing cool while cracking up inside
Saying hi to people’s like saying goodbye
Laughing, but wishing to cry
Acendendo outro cigarro
Parecendo tranquilo enquando desmorono por dentro
Dizer “oi” para as pessoas é como dizer “adeus”
Rindo mas querendo chorar

Mas eu sabia que isso não me fazia nada bem e que as coisas caminhavam a passo largo para pensamentos piores. Eu resolvi fazer algo coisa – mentalmente – por que emocionalmente eu só tinha vontade de ficar em casa. Me convenci a fazer uma viagem totalmente louca. Me dei um presente porque eu tinha sido promovido: o Japão. 

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Sendo entrevistado por Japinhas no templo dourado de Kyoto

No Japão eu ainda não estava bem emocionalmente. Mas foi quando comecei a melhorar. Eu tinha alguns episódios de ansiedade e receio, mas em geral eu não fiquei triste. Pelo contrário – começou a voltar um pouco de felicidade na minha vida e vontade de fazer coisas diferentes. Ainda demoraria um pouco pra começar a ficar bem – o que aconteceu praticamente somente em maio de 2015.

O Japão me encantou e me fez esquecer um pouco daquela ansiedade e daquele fatalismo que me dominavam. Eu amei de paixão e de coração aquele país, e eu receito como uma grande terapia: viaje para o outro lado do mundo.

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Eu estava feliz. Mas o meu sorriso ainda não era espontâneo. Ainda demoraria para eu ficar feliz por dentro também.

Voltei a escrever no meu blog e hoje o que você está vendo e lendo aqui tem muita daquela viagem que eu fiz para o Japão. Lá nasceu de vez a ideia de criar um espaço para falar das minhas viagens e para ir a lugares incríveis.

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Memórias do Velho Mundo

Mas ainda faltava muito para eu ficar bem. Eu não tinha planos e não via a menor graça em fazer atividades que as outras pessoas achavam prazerosas. Eu não sabia, mas aquela tristeza da passagem da minha mãe tinha somatizado no meu corpo e no meu emocional.

Fazer as coisas diárias era uma espécie de fardo e eu estava irritado e ansioso com as pessoas próximas a mim. Ainda tinha alguns episódios de ansiedade e achava que eu não estava fisicamente bem.

Vou fazer outra a viagem: A Europa.

Queria conhecer o velho continente, mas também pensar e tomar um rumo pra minha vida. Eu não podia ficar daquele jeito. Não mesmo.

Durante os primeiros dias no Velho Mundo eu ainda estava triste. Pensativo. Não conseguia me divertir, apesar de gostar de viajar. Visitei algumas atrações as vezes automaticamente. Mas longe de casa e do trabalho, eu estava sozinho com com meus pensamentos e meus sentimentos. Só ali eu pude realmente ter uma “conversa comigo mesmo”, e meditei bastante. Eu estava com uma atitude fatalista e pessimista com a vida. Eu não poderia ficar assim. Todas as pessoas vão embora um dia, mas a vida não precisa ser ruim e nós não precisamos ficar esperando o fim.

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Conhecer a Suíça transformou a minha vida.

Foi chegando na Suíça e conhecendo Genebra, e depois as maravilhas naturais daquele país, que eu voltei a me encontrar. Eu decidi, naquele momento, que eu deveria ter uma atitude “pra frente”, e que eu não iria me entregar. E que eu deveria tentar seguir os meus sonhos.

Por que foi lá que pela primeira vez eu me senti feliz, renovado. Em casa. Eu estava fazendo o que eu gostava e finalmente tive vontade de acordar e me planejar para o futuro.

Desde então.

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Já mais feliz, mas ainda não 100%, na Chapada dos Veadeiros

Chegando em casa, voltei com as malas cheias de roupas sujas e a cabeça cheia de ideias. Logo na primeira semana, eu me inscrevi para fazer um Mestrado no Exterior, comecei a frequentar uma psicóloga, voltei a escrever no meu blog, comecei a fazer aulas de canto e programei uma viagem para o Carnaval.

Tudo isso me fez perceber o que eu tinha passado. A morte da minha mãe demorou a cair a ficha para mim. Só um ano depois eu comecei a sentir uma tristeza. Aquele episódio da pressão alta foi um ataque do pânico pelo excesso de ansiedade. Tudo isso me deixou down por quase um ano e meio. É muito tempo na vida de uma pessoa e isso me impediu de me divertir e aproveitar a minha vida e o resto da minha juventude muito mais do que eu deveria e podia. Mas foi uma fase de aprendizado importantíssimo. Hoje estou me conhecendo de verdade.

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Viajar me ajudou e continua ajudando a me curar.

E graças a minha coragem eu resolvi me arriscar. Coloquei um projeto na mente – estudar mestrado em Genebra, na Suíça. Vou “largar tudo”. Deixar um futuro promissor no Brasil em nome da minha realização pessoal.

A minha futura viagem e a expectativa de morar em outro país, toda a adrenalina que isso me dá, me fazem sentir vivo novamente. Eu estou mais disposto, mais dinâmico e sentindo todas as minhas qualidades voltar. Eu fiquei cinza durante um bom tempo. Só agora estou trazendo as minhas cores de volta.

E tudo começou quando eu pisei naquele junho de 2014, em Tóquio.

Desculpem o texto longo. Você acabou de ler mais de 2.500 palavras. Mas eu precisava desabafar.

Paz!

17 thoughts on “Deixando o Brasil – Viajar me impediu de cair em depressão.

  1. Lendo seu post tive a sensação de estar lendo minha própria experiência… ainda vejo tudo cinza após 2 anos de ter voltado a morar no Brasil…. força e sorte na Suíça, conheço 50 países mas sonho em viver na Suíça também… espero que tudo se encaminhe da melhor forma e que não tenhas que voltar ao deprimente Brasil…

  2. Me sinto como vc, mas na fase triste, já morei no Japão e na Suiça tbm, e lá me sentia bem e feliz, agora estou no Brasil e me sinto completamente perdia, me casei cedo, não me formei em nada, mas vivi muita coisa, conheci muita gente, mas agora estou aqui, sem vontade de nada, sem motivação pra nada. Espero sair dessa, mas fico contente em saber que vc passou por isso, superou e agora esta bem, não te conheço, cheguei aqui por um acaso, mas te desejo de coração que sejas feliz. Obrigada pelo texto, me fez sentir um pouco de esperança.

    1. Chirley, sempre é tempo para recomeçar!!

      E tudo o que você passou você vai trazer consigo!!
      E embora não tenha sido na melhor das circunstâncias que você foi para lá, eu te invejo – A Suíça e o Japão são os meus países favoritos.

      1. Pior e eu,com 41 anos,não sou formado em nada,vivendo de subemprego e pra completar morando nesse país de merda chamado Brasil

  3. Também tenho essa sensação mas no meu caso e mais difícil ainda pois não sou formado,já tenho 41 e minha vontade e de ir.embora desse país que a cada dia me deixa mais.deprimido.
    Mas como minha condição financeira e limitada isso.dificulta ter um visto aprovado pra sair daqui

    1. Dia 16 Reginaldo. Vamos para a rua. Não desista. Pois mesmo que saiamos daqui, ficam nossos parentes para trás. Não podemos deixar essa lama para eles. Não está sozinho meu amigo! Tenha paciência que conseguirá atingir seus sonhos.

      1. Rogerio,sabe o que mais me deixa deprimido?É ver tanta roubalheira na cara dura desses politicos safados e o povo simplesmente ser conivente com tudo isso fica por isso mesmo,até parece que o povo gosta de ser roubado.
        Era pra ter uma revolução em massa e não sair uma ou duas vezes na rua e fica por isso mesmo,tem que se exigir mudanças de verdade.
        O primeiro passo a se tomar é o brasileiro mudar sua cultura,postura e mentalidade mas,vejo que isso está há anos luz de distância de um dia acontecer.
        Brasileiro na sua maioria só que tirar vantagem em tudo e o resto que se dane com exceção de alguns é claro.
        Fico adimirado a cultura de outros países onde a lei funciona independente de quem seja,onde o tralhador tem dignidade,as empresas tem incentivo do governo.
        Isso sim é cultura de um povo civilizado

  4. Eu moro na suiça tem 12 anos e aqui fiquei com depreçao e triste a vida aqui nao e facil pois o meu sonho e voltar pro meu pais com toda pobreza mais e um povo feliz aqui as pessoas sao triste e nimguem ajuda nimguem sem contar que os estrangeiros sao descriminados so vivendo aqui pra saber o que estou disendo agora viajar ajuda muito porque quando vou pra italia ou portugal me sinto outra pessoa um dia se Deus quiser volto pro Brasil

    1. Oi Débora! então vamos trocar rs….

      Brincadeiras a parte, a felicidade é um estado pessoal – o lugar pode ajudar, mas não vai ser ele que vai te tornar feliz ou não por você… Depende da forma como você pensa….

      Aqui no Brasil eu sinto que pouca gente ajuda também… E há discriminação por tudo: pela forma como você se veste, para onde você vai, com quem você sai, etc…

  5. Meus sentimentos pelo ocorrido com sua Mãe. Eu li o texto já sabendo do desfecho, mas juro que torci por cada segundo (antes de confirmar o ocorrido) para que ela estivesse bem.
    Não desista, esse mundo precisa conhecer é um pouco de nós também e não só nos dele.
    Se desistir não deixaria suas boas marcas aqui. Algo que hoje em dia é essencial para ele continuar em funcionamento.
    Sucesso e felicidades nos rumos de designar para si mesmo, tenho certeza de que serão os melhores.

  6. Prometo. Demoro. Mas cumpro! RÁ! Eu já havia lido este post e confesso que fiquei embasbacado com os fatos e com a maneira que você escreve. E depois mais embasbacado fiquei quando me disse que havia muito mais história por de trás da vida deste escritor!
    Tudo oque passamos tem algum motivo…mesmo que não entendamos no momento que acontece…e a Suiça idem. Este processo pelo que passa não é um fim e sim um meio para atingir um nivel de satisfação pessoal imenso e que você dará muito (mais) valor por ter passado por tanta coisa. Resumindo, parabenizo pela força que tem. E estou torcendo para que sua passagem pelos Alpes suiços seja repleta de luz e alegrias…facil não vai ser, mas se fosse não teria graça. Grande Abraço!

  7. Nossa, muito bom seu blog! Comecei lendo um texto, e terminei lendo vários. Sei bem o que é encontrar um lugar especial, que nos cativa de uma forma diferente. No meu caso, foi Madri. Passei dois meses lá esse ano, e agora planejo voltar. Não existe coisa melhor do que viajar, e tudo o que isso possibilita: vida nova, gente nova, novas perspectivas.
    Ah, e antes de ler o seu texto, estava nesses dias cinzas. Mas ler esses textos de certa forma melhorou o meu dia.
    Boa sorte para vc!

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