Sair do Brasil – Dicas básicas

Faltam menos de 20 dias para eu viajar pro exterior para fazer um Mestrado. E nestes dias o que mais tem me ocorrido é o fato de como esses 5 meses passaram devagar e foram vividos com muita intensidade. Eu tenho pensado muito sobre isso, então, nesse post, eu dou cinco dicas bem básicas do que você pode se utilizar para sair do Brasil.

Sair do Brasil – 5 Dicas básicas

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A minha ideia com este texto é tentar convencer as pessoas que sair do Brasil é possível, mas não é tão fácil (nem tão difícil) quanto se imagina.

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1 – A primeira dica: você precisa de um bom motivo. E tem que ser concreto.

Querer sair por sair, talvez não seja o suficiente. Não estou falando que não dá. Eu quero dizer que nos trabalhamos melhor quando temos uma meta. Vou dar um exemplo: querer ser famoso é uma coisa. Querer ser bom em algo e isso te deixar famoso é outra.

Se você colocar um bom motivo, você vai enfrentar muito mais facilmente todos os perrengues que você vai ter no caminho. E não são poucos, e não são tão simples. 

Alguns motivos: trabalhar na sua área, se aperfeiçoar na sua profissão, fazer um curso de mestrado, doutorado ou MBA, graduação, curso de idiomas. visitar algum familiar, dar um tempo do Brasil.

Dar um tempo do Brasil? Pra mim isso é um desejo, e não realmente um motivo. Por que? Esse desejo pode te levar longe, mas não vai ser tão longe quanto um motivo.

2 – A segunda dica: se você não tiver um motivo, arranje. 

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Ok, de volta, você pode ter um desejo, mas para tornar concreto, você precisa um bom motivo.

Muitas pessoas vão estudar fora. E eu acho que é um dos melhores meios para se fazer isso: você vai conhecer pessoas com o mesmo objetivo, você vai mais humilde e tem a chance de pensar se é isso mesmo que você quer.

Por exemplo, a partir do momento que você coloca na cabeça que quer fazer graduação, você já tem uma noção do que fazer:

– pesquisar o curso e as faculdades

– pesquisar os preços

– ver como funciona o método de escolha

– fazer prova de línguas

– juntar grana, entre outras coisas.

Agora se você simplesmente disser que você quer sair, vai ter muito mais coisas para você procurar e muitas informações confusas entre si.

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3 – A terceira dica: se você puder fazer um test drive, faça.

É muito mais fácil você trilhar um caminho que pelo menos você tem uma noção de como funciona. Se você quer sair do Brasil e nunca foi, é melhor fazer um test drive – faça alguma viagem, de preferência para o seu destino preferido.

Aí você vai descobrir informações que aqui teria muito mais dificuldades para conseguir. Eu sugiro que você faça isso inclusive se você tiver dinheiro contado e tiver condições de adiar.

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4 – A quarta dica: comece a relativizar seus luxos.

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Esqueça vários daqueles gastos que você faz e sabe dos quais eu estou falando. Certamente se você está lendo isso, a chance é que você tem muito mais do que você realmente necessita. Por exemplo, o Brasileiro faz loucuras por um celular que ele não consegue acessar além de 10% das funcionalidades. Mas por todo mundo ter, ele quer ter.

Carro. Carro para mim, se não for necessidade, é luxo, especialmente em cidades com um transporte razoável. É um ativo que desvaloriza, precisa de constante manutenção e gastos.

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5 – A quinta dica: não tenha medo de recomeçar. 

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Tem tudo a ver com a quarta dica. Depois de relativizar seus luxos, você vai ter que perder vários deles. Primeiro que sair do Brasil quase sempre significa recomeçar. E mesmo se assim não for, pelo simples fato de você ser estrangeiro, vai ter um poder de barganha bem menor.

Sabe aquela ideia de que: “eu estudei, não preciso mais limpar banheiro”? Ou, “eu não nasci para fazer faxina”? Pois é, isso é muito brasileiro. Quer dizer que lá fora, onde existe mais igualdade, não tem muito essa de que “eu não faço tal coisa” ou “olha com quem você está falando”.

Quer dizer também que as vezes você não vai conseguir entrar direto na sua área de trabalho se esse for o seu objetivo. É muito comum querer virar publicitário, jornalista mas ter que recomeçar como garçom ou babá. E o mais engraçado é que talvez você ganhe mais como garçom lá fora do que como jornalista com 10 anos de carreira aqui.

Então, não tenha medo. Mesmo que você tenha que recomeçar, se você for para um país de primeiro mundo, certamente será menos dolorido do que fazer isso no Brasil, em que você recebe muito pouco para tarefas simples.

Nos próximos posts, eu conto mais sobre a experiência de sair do Brasil. 

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