Queenstown, a capital mundial dos esportes radicais, Parte I: Bungy Jump

Queenstown é uma cidade conhecida por muitas coisas, da natureza exuberante às boas vinículas; dos cursos de inglês à agitada vida noturna. Mas o principal de Queenstown, sua vocação natural e sua maior fama, é a adrenalina dos esportes radicais. E de todos as aventuras radicais de lá, a mais icônica provavelmente é o Bungee Jump (ou Bungy, como os Kiwis gostam de grafá-lo).

A capital mundial dos esportes radicais

Se você chegou aqui, é possível que já tenha lido meus posts anteriores sobre “Por que a Nova Zelândia?” e “O que fazer em Quenstown (inclusive à noite)”. Como eu havia dito no segundo, a cidade é bem interessante mesmo pra quem não curte adrenalina, e tem uma vida noturna bem agitada. Mas o principal da cidade sem dúvida são os esportes radicais, dos quais a cidade é, merecidamente, a capital. A natureza e as paisagens em volta são inspiradoras pra qualquer atividade física, e a cada esquina há agências especializadas em algum tipo de atividade radical (ou em todas ao mesmo tempo).

Ledge Bungy, com vista para Queenstown lá em baixo, no pé da montanha e às margens do Lago Wakatipu
Ledge Bungy, com vista para Queenstown lá em baixo, no pé da montanha e às margens do Lago Wakatipu

O Bungee (ou Bungy) Jump

É meio que obrigatório começar essa lista com esse ítem. Se Queenstown é a capital mundial dos esportes radicais, o Bungee Jump é a apoteose da adrenalina. Embora a queda dure menos de dez segundos antes que a corda se estique (pouco, se comparado aos 30, 45 ou 60 segundos de queda livre de um salto de para-quedas, por exemplo), não existe adrenalina maior.

Uma adrenalina que fica concentrada em alguns poucos segundos de puro êxtase, nos quais você vê sua vida passar e muita coisa perder o significado diante de uma emoção tão grande. Seu instinto te diz que não é certo pular de uma altura daquelas, vendo o chão algumas centenas de metros abaixo. Seu racional te diz que é seguro e vai ser gostoso, e você pula, se entregando ao vazio. E nunca mais na sua vida se arrepende, embora também nunca mais passe por algo tão intenso. Saltar é sempre uma delícia, mas o primeiro salto é algo que não volta mais. Aproveite.

A prática de saltar de grandes alturas com cordas presas ao corpo existe há centenas de anos em diferentes formatos e diferentes culturas, mas o Bungee Jump moderno como o conhecemos foi inventado na Inglaterra no final dos anos setenta. E apenas na segunda metade dos anos oitenta foi popularizado, pelo neozelandês A. J. Hackett, que até hoje é um dos maiores empresários do ramo, como bungys em diversos locais do mundo.

A partir de Queenstown você pode acessar três bungys: Ledge Bungy, Kawarau Bridge Bungy e Nevis Bungy (todos pertencentes ao A. J. Hackett). Desses três, eu experimentei o primeiro e o terceiro.

Ledge Bungy

É o de mais fácil acesso, pois é o único que fica efetivamente dentro da cidade. No meu artigo anterior sobre O que fazer em Queenstown, eu havia mencionado o Skyline, um complexo no alto da montanha com várias atrações: restaurante, pista de Luge, algumas trilhas e acesso ao Ledge Bungy. Para chegar lá em cima, você pode pegar a Gondola (teleférico, pago) ou subir a pé pela trilha, que além de ser de graça, proporciona belíssimas vistas.

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Um dos trechos da trilha montanha acima para chegar ao complexo Skyline, onde fica o Ledge Bungy

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Um detalhe: o Ledge Bungy é um dos únicos no mundo onde você pode correr antes de saltar, pois a corda fica presa no seu tronco (nos outros, em geral, a corda fica nos seus tornozelos, então você é colocado de pé na pontinha da plataforma e simplesmente salta). Então mesmo que o Ledge não seja um dos mais altos do mundo (tem 47 metros), tem esse baita diferencial. Você pode correr e saltar fazendo qualquer acrobacia doida que quiser.

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O dia que eu subi essa trilha e saltei desse bungy, que foi o primeiro da minha vida, foi o melhor uso da minha GoPro até hoje:

Esse vídeo é uma das lembranças mais legais da minha viagem.

É recomendável que você compre o salto numa das agências em downtown antes de subir a montanha, mas é possível comprar estando lá em cima, desde que haja horários disponíveis no dia. Minha sugestão: compre antecipadamente, marque o horário e reserve o dia do salto para subir a trilha a pé (leva mais ou menos uma hora, se você caminhar bem), experimentar a pista de Luge (um carrinho de rolimã chique), almoçar no restaurante lá em cima e saltar.

Outro detalhe: quando eu fui (e isso foi em maio/2014), eles tinham uma promoção que te permitia fazer um segundo salto, logo depois do primeiro, por um terço do valor, sem precisar agendar nem nada. Você simplesmente aproveita que já está com o colete e os ganchos e salta de novo. Vá preparado para aproveitar isso, se ainda houver essa promoção.

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Outro detalhe, ainda: no inverno eles disponibilizam saltos à noite, de forma que você pode ver as luzes da cidade lá em baixo. Infelizmente eu não pude aproveitar isso, mas um dia volto lá, nem que seja só pra fazer isso.

E um pouquinho sobre o Luge, o carrinho de rolimã chique que eu mencionei: o nome originalmente se refere ao esporte olímpico de inverno que consiste em descer uma pista de gelo em um trenó, mas lá em Queenstown (e em alguns outros lugares do mundo) eles têm uma pista de asfalto, e você desce num carrinho com rodas mesmo, podendo inclusive apostar corrida com quem estiver com você. Então mesmo que você não vá pular do Ledge Bungy, vale a pena subir até o complexo Skyline para experimentar o Luge ou fazer uma das trilhas maiores que começam lá em cima.

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Pista de Luge, no complexo Skyline, no alto da montanha

Kawarau Bridge Bungy

Esse também é de fácil acesso, fica a vinte minutos de carro da cidade. É o primeiro Bungee Jump comercial do mundo, com 43 metros, criado pela A. J. Hackett em 1988.

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Fonte da foto: site da AJ Hackett Bungy (http://www.bungy.co.nz/kawarau-bungy-centre/kawarau-bungy)

E o Kawwarau Bridge Bungy também tem um diferencial bacana: como fica bem em cima do rio, você pode optar por “tocar” a água no salto (algo que, obviamente, eles só recomendam em dias quentes…).

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Fonte da foto: site da AJ Hackett Bungy (http://www.bungy.co.nz/kawarau-bungy-centre/kawarau-bungy)

Nevis Bungy

O mais alto da Nova Zelândia. Fica um pouco mais longe que os outros, e dentro de uma propriedade privada a uma hora da cidade, então você só chega lá pelo ônibus da própria companhia, mas vale a pena: 134 metros, e oito segundos de queda livre antes que a corda se estique. Quando estava no Nevis, não resisti e fiz dois saltos (aproveitando aquela promoção que eu mencionei antes). Afinal, quando eu ía ter a chance de voltar ali? Então eu posso dizer que fiz dois saltos no Bungee mais alto da Nova Zelândia em menos de cinco minutos.

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Como vocês podem ver, eu tinha bastante coisa pra falar sobre Bungee Jump, então dediquei um artigo inteiro a isso. No meu próximo artigo vou (tentar) concentrar informações sobre as outras opções de esportes radicais para quem está em Queenstown.

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See ya folks later!

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