Por dentro de Genebra – O Monte Saleve

Você sabia que um dos cartões postais mais importantes de Genebra não fica na cidade, e sim na França? É o Monte Salève, que se eleva a 1.300 metros acima do mar, e permite a mais perfeita e inacreditável vista aérea do Cantão de Genebra. E neste post vocês ficam sabendo um pouco mais.

Por dentro de Genebra – O Monte Salève

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Chega até a ser curioso o fato de que tanta gente de Genebra visita uma montanha na França, mas é explicável. A razão é muito simples – é como se fosse um grande e incrível mirante de toda a comuna Suíça, e por isso, quase como um pedaço do país do chocolate.

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Monte Saleve em relação a Genebra

A visita ao Monte Salève é bem simples e cruzar a fronteira não vai te demorar mais do que meia hora. É até surpreendente pelo fato de que eu fiz trilhas em Goiás que eu demorei 7h00 para chegar em Cachoeiras fantásticas e aqui da Suíça para a França, não demoramos mais do que 4h00 para sair de Genebra, cruzar a fronteira, subir o monte com vários breaks e chegar no teleférico.

Vamos lá – eu encontrei um pessoal da minha faculdade na estação principal de Genebra – Gare Cornavin. Compramos umas águas e lanches no Migros da estação (uma das poucas opções não caras) e de lá pegamos o ônibus número 8  que vai para Veyrier-Douane (cuidado que tem outro para Veyrier Tournette e não é o mesmo).

Em menos de 25 minutos chegamos na borda com a França e não encontramos nenhum controle lá. Levei o passaporte, mas não precisei. Talvez por ser feriado em Genebra (dia do Jejum).

A entrada para o Monte na verdade não é muito clara. É a foto que vocês veem abaixo, já dentro da França, e já dá para notar o paredão.

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Aí você vê uma placa que diz que em 2h30 você estará na altura do teleférico, ao contrário do que a gente imaginava (1h30). Depois que eu subi, eu percebi que andando rápido dá pra chegar em 1h30, mas o trajeto não é tão simples.

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E lá fomos nós. Andamos e andamos e andamos. Eu posso dizer que a parte do começo, a primeira hora, é a mais difícil por que o terreno é irregular, cheio de pedras, e mais íngreme do que o normal. É como se você subisse escadas. Apesar disso, se você tem um pouco de condicionamento físico, dá para subir sem precisar parar para descansar. Não era o caso do meu grupo – que parou mais de 6 vezes, muito por causa de falta de treino e outros por que tinham exagerado na bebida. Eu fiquei bem – eu tinha treinado para isso antes de viajar.

Tem alguns trechos de escada que são os mais complicados, mas tirando isso, não é tão difícil. Acho até interessante o fato de muitos mountain bikers descerem direto para treinar, apesar de ser proibido em alguns trechos.

A subida dá para gastar algumas boas calorias e eu recomendo muito mais do que ir de teleférico. Só fiquei desapontado com o fato de que não era uma verdadeiro mergulho na natureza – vários lugares do monte já estavam urbanizados e com grama ao invés da mata natural. Tinha vezes que atravessávamos uma estrada e passava um porsche do nosso lado. E outros lugares tinham fazendas e tal. Mas era um lugar relativamente despovoado, e por isso mais bucólico. Foi o que me atraiu. Mas natureza, natural, bem pouco.

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E aí a gente subiu subiu e de repente chegou no topo – que também não tinha muita natureza – pelo contrário – a infraestrutura é de invejar. Isso de forma alguma tirou o brilho do lugar.

E tudo valeu a pena. A vista de Genebra é uma das coisas mais belas que eu já testemunhei na minha vida. Parece que estamos vendo um enorme mapa em tempo real, e tudo tão… tão… HD. Tipo alta definição mesmo, ainda mais que demos bastante sorte com um dia ensolarado. Não vi vista melhor até hoje, mesmo a de Paris e de outras cidades. Isso por que estávamos muito próximos de Genebra e podíamos ver o cantão inteiro.

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A visão do Salève é reconfortante. Parece coisa de outro mundo mesmo. É um dos melhores lugares para relaxar e a galera foi fazer piquenique em massa lá. E nós também. E olhar que não vimos o por-do-sol, que foi a nossa falha.

Depois do teleférico ainda tem mais subida, e de lá do alto, do observatório, é possível ver o Montblanc. Mas isso a gente não e  fica para outro post.

Na volta, descemos de Cable Car. E se você quiser ver o vídeo, eu coloquei no meu canal do Youtube (Revoando)

Informações práticas: 

Pegar o ônibus número 8 na Gare Cornavin (estação central de Genebra), sentido Veyrier Douane.

Preço: Acredito que seja melhor comprar o Geneva Day Ticket por que você vai e volta em um intervalo melhor do que uma hora. Hoje está em torno de 7 francos.

Para subir no Salève – de carro, de cable car (teleférico) ou a pé (trilha). Recomendo a trilha, até por que o preço hoje é 11,30 euros para subir e descer (acima de 25 anos). Informações atualizadas você acompanha no site. Com o Geneva Pass (que você compra no Office de Tourisme de Genebra), você pode subir e descer de graça e ainda usar todos os transportes da cidade no mesmo dia.

Até mais pessoar!

2 thoughts on “Por dentro de Genebra – O Monte Saleve

  1. Adorei é uma emoção mto forte poder ver esse video,bateu a saudade passei mtas vezes nesta pista que o teleférico passa por cima,da pra ver que lá em cima é lindo,mha proxima viajem vou subir,Adorei !!!!

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