Como economizar morando no exterior

Eu poderia resumir este post, e a resposta para a pergunta-afirmação, em uma só palavra: Informação. Informação? Informação!. Mas é por isso que você está aqui e eu vou aprofundar um pouco mais do que isso.

 

Como economizar morando no exterior

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Esse post pode parecer bem óbvio para quem já está fora ou já passou algum tempo fora, mas pra mim isto é sintomático, pelo fato de que o Brasileiro é pechincheiro e sempre quer economizar. Então algumas coisas que eu escrevo aqui eu ouvi. Como eu tenho que falar de uma forma mais geral, o que eu vou passar aqui é bem superficial. Depois eu vou falar, em outro post, especificamente da Suíça.

1 – Na viagem de ida, pesquise MUITO.

Informação e paciência. Muita paciência. Uma amiga conhecida do blog gastou mais de cinco mil reais para ir a França e eu achei o preço um absurdo. Aqui você tem que pesquisar e pesquisar muito.

Entre no Decolar, no Kayak e outros sites. Ultimamente eu tenho visto muito o Google Flights por que ele te permite pesquisar vários dias e destinos diferentes.

E não deixe de considerar as milhas. As vezes elas podem te fazer viajar de graça e sempre tem promoções. Quando eu vim para Genebra, as passagens para o meu período estavam custando mais de 4.000 reais, seja de ida, seja ida-volta. Apesar de me falarem para comprar de ida e volta e postergar a volta, não segui esse conselho por que para isso você costuma pagar multa e eu não pretendo voltar tão cedo.

Pesquisei durante quatro meses as passagens e no fim apareceu uma promoção de milhas de uma operadora, pela qual eu comprava 2 e ganhava cinco. Fiz as contas e deu certo: paguei menos de 2.000 reais na passagem pela qual eu já estava pensando em pagar mais de 4.000.

As vezes a gente tem que ser cabeça dura – se eu tivesse ouvido muitos conselhos, eu teria comprado a primeira que me aparecesse.

2 – Moradia

Fale com os locais, entre em grupos do facebook, faça uma visita (virtual) de reconhecimento. Saiba onde você está pisando e que tipo de documentos você precisa. Se você vier para estudar, as vezes pode encontrar nos grupos dos estudantes excelentes oportunidades de moradia.

A internet ajuda muito. Eu não recomendo tanto o AirBnb por que ele é caro, em geral, mas mais barato que hotéis, definitivamente. Mas ai vc não tem tanta privacidade e as vezes não tem refeições inclusas. Mas se você está lendo este post certamente quer economizar, então por que não tentar um hostel antes de alugar algum lugar? Os Hostels da Europa em geral são confortáveis e tem quartos um pouco mais privativos.

Na hora de alugar, sempre tem fóruns e grupos de expatriados que tem muita informação. Aqui em Genebra tem o “Geneva Expats” e Brasileiros na Suíça, por exemplo, no facebook, e o Glocals, um site específico para expats.

3 – Transporte.

foto: Lake placid
foto: Lake placid

Vá de passe ou vá de bike. Bicicletas são o meio de transporte do futuro e do presente. Se você estiver num lugar seguro, é uma das melhores formas de se locomover por que você só precisa de manutenção e calorias.

Trens e ônibus sempre tem passes que permitem viajar muito pagando pouco. Mais uma vez, a internet tem muita informação. Visite o site e o sistema de transporte da sua cidade. Por exemplo, vai para Dublin? Pesquise “Dublin Transport Pass” ou “Dublin Bus Pass”. Sempre é possível achar algo bom.

E se não quiser gastar nada, vá a pé. Foi a minha escolha!

4 – Compras e alimentação.

A tendência em boa parte do mundo é você mesmo cozinhar por que comer fora está caro. Em alguns países como os Estados Unidos você não pago tão caro na comida (digo, com o dólar hoje, está foda…), mas tem gorjeta de 10 a 20%. Em outros, como aqui na Suíça, você paga 30 francos para comer, e com essa grana dá para comer café da manhã, almoço e jantar básicos por 15 dias. Já ouvi falar que Londres a proporção é mais favorável a comer fora – agradeço quem comentar sobre isso!

Dependendo do lugar onde você mora, vale a pena cruzar a fronteira para comprar alguns itens mais baratos. Isso se aplica, por exemplo, a Vancouver e outras cidades do Canadá, ou mesmo Seattle nos Estados Unidos, vários países da Europa – aqui em Genebra, do lado da França, muita gente cruza a fronteira para comprar no Carrefour.

Alguns mercados oferecem cartão de fidelidade e costuma valer a pena, Fique ligado também pelo fato de que no fim da tarde, mercados, padarias e outros comércios podem oferecer desconto. Aqui eu chego a pagar 50% a menos na carne por que eu compro itens que vencem amanhã e posso comer hoje ou guardar no refrigerador.

5 – Brasileiro é um ser comunitário.

Não tenha vergonha de ser brasileiro por que essa pecha você vai levar contigo pra sempre. Pelo contrário, você pode ter orgulho de ter vencido em um ambiente economicamente mais dificultoso que nós infelizmente passamos no Brasil, e agora está se dirigindo para fora.

O que eu reparei é que brasileiro tem em todo canto, e em todo canto eles se unem para trocar informações. Brasileiro é sim solidário, em geral, e na internet você encontra muitas informações originadas dos nossos conterrâneos. Por isso não deixe de ver os grupos e sites de brasileiros no exterior.

No Facebook, eu recomendo o Grupo “Saindo do Brasil: estudar, trabalhar e viver no exterior”. E eu tenho um grupo chamado Viajar, mochilar e morar fora, que está começando agora.

6 – Seja cara de pau. Quem tem boca vai a Roma.

Por último e mais importante. Não ser fluente na língua não te torna mudo. Se arrisque e fale com os estrangeiros e locais. Você precisa aprender a língua local senão você perde mais de 70% das oportunidades que aparecem. E eles estão lá há mais tempo que você então, sempre podem te dar informações úteis. Não tenha medo de errar.

Não tenha medo de perguntar. As vezes a gente deixa de ter informações por que imaginamos que os outros vão achar as nossas questões estúpidas. E se acharem, qual o problema? Quem paga suas contas é você!

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