27 coisas que você precisa saber para morar fora

Depois de 9 intensos meses de preparação eu consegui completar o meu ciclo e coloquei os dois pés fora da terrinha. Mas se engana quem pensa que tudo são flores: quando você aterriza, ainda tem muito mais para fazer. Neste post eu faço uma lista das coisas que eu anotei nestes quase 12 meses de programação e estratégia.

27 coisas que você precisa saber para morar fora.

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O que eu vou falar aqui de forma alguma é uma lista fechada – tem coisas que você precisa saber que as vezes são específicas do lugar onde você pretende morar. A ordem que eu coloquei não é importante, por isso não considere como um ranking, e sim um brainstorming numerado.

1 – Pelo menos um pouco da língua.

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Senão, prepare-se para sentir analfabeto e basicamente começar a sua vida de novo como uma criança, reaprendendo tudo. E acredite, isso vai te custar um bom tempo de readaptação. Se você já chegar sabendo a língua, pode pular diversas etapas, como para conseguir um emprego e um lugar para ficar.

2 – Quanto tempo você pode ficar sem depender de ninguém.

Em outras palavras, a sua grana vai te permitir ficar um período x e é dessa forma que você tem que pensar, com os pés no chão. Não que você não possa contar com outras pessoas, claro que você pode, mas nada disso depende de você. Digamos que toda ajuda que você tiver, a menos que você tenha muita confiança na pessoa, é um plus, que se vier, beleza, senão, tudo bem. Do contrário você pode se desapontar.

Nunca vou esquecer que eu fiz uma vaquinha virtual para me ajudar com alguns gastos urgentes para vir morar em Genebra e uma pessoa me prometeu R$ 5.000,00. E cadê? Felizmente eu não acreditei e nunca contei com isso, mas tivesse contado, teria ficado muito triste.

3 – Você precisa de visto?

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A resposta quase sempre vai ser sim por que nós brasileiros precisamos de visto para quase tudo que seja ligado a querer morar. Então pesquise bastante por que normalmente o visto: (i) vai ter um custo que não é barato, como o norte-americano que supera 200 dólares; (ii) vai demorar um tempo e em geral é de 1 a 6 meses; (iii) pode precisar de uma papelada que também vai te dar um trabalho conseguir, como tradução juramentada.

 

4 – Você precisa de vacina?

bangkok in thailand / formerly known as siam / southeast asia
bangkok in thailand / formerly known as siam / southeast asia

Pode parecer algo bobo mas muita gente não presta atenção. Para viajar para alguns países, como os do sudeste asiático, por exemplo, você precisa tomar uma vacina de antemão e comprovar, e se não o fizer, vai ter que voltar para trás e arcar com o prejuízo de um planejamento mal feito.

 

5 – Você precisa de seguro?

Trata-se de outro detalhe que muita gente deixa passar, mesmo que seja só para viajar. Alguns países exigem que você tenha seguro para entrar, e mais ainda quando tiver que morar. Simplesmente por que a saúde envolve muitos gastos públicos e normalmente você não contribui, mas se estiver lá, vai poder gozar de hospitais e outros serviços. Aqui na Suíça, por exemplo, depois da sua entrada você tem 3 meses para comprovar que contratou um seguro, senão eles vão te forçar a contratar um dos mais caros.

6 – Inglês

Mas eu não vou para um país que fala inglês, você pode dizer. Vou para a França, ou para a Argentina. Ora, mas no mundo de hoje o inglês é quase item básico de muitos currículos e não é por que você muda de país que isso vai ser diferente. Além do que, a base instalada de inglês no mundo todo é muito maior. Se você, por exemplo, quiser mudar para o Japão, primeiro deve saber que lá eles basicamente falam japonês e se falam outra língua é o inglês. E que tem muito mais informação sobre o Japão em inglês do que em português na internet.

 

7 – O básico da internet.

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A internet mudou a vida de todo mundo e hoje em dia ela quebra muitos galhos, inclusive nos deixando preguiçosos hehe. No caso de morar fora, é essencial, especialmente para entrar em contato com quem já está lá e saber como funciona o seu destino. Ainda mais em casos em que você não fala a língua.

 

8 – Como sair do aeroporto/rodoviária/porto e chegar até onde você vai ficar.

Pode parecer muito básico mas tem muita gente que não sabe. Que é só chegar e pronto. Dá pra se virar chegando lá, é lógico, mas a chance de você ser enganado, se perder, é maior. O que eu normalmente faço é salvar o roteiro mais barato no meu celular.

 

9 – O bairro/região onde você vai ficar.

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Também parece óbvio mas muita gente não se importa em procurar muito e depois quebra a cara. Tipo, de repente vai se mudar para Nova York mas acaba achando um lugar em Nova Jersey e pode demorar mais de 2h00 para chegar na cidade. E quem mora no exterior tem o tempo muito mais valioso por que precisa se adaptar mais rápido.

 

10 – Se você precisa se registrar como morador ou precisa de alguma permissão de moradia.

Isso é coisa da Suíça e da França, por exemplo, mas acredito que não deva ser incomum. Depois de chegar você precisa de uma permissão de estádia (sejour), senão corre o risco de ser deportado e perder tudo pelo que lutou.

 

11 – Se você tem permissão para trabalhar e que tipos de trabalho.

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Por incrível que pareça muita gente também acha que é só chegar e trabalhar. Hoje o mundo está cada vez mais burocratizado e normalmente você vai precisar de uma permissão para trabalhar, sendo que em alguns países é dificílimo e demanda meses, processo seletivo e coisa e tal. Aliás, pense duas vezes antes de ir como ilegal, por que isso pode te queimar com diversos outros países.

 

12 – Cuidar da casa, cozinhar, lavar… etc..

Embora seja uma cultura que felizmente esteja mudando, muitos brasileiros não sabem fazer quase nada em casa, como cozinhar, limpar, passar e lavar roupa. Aliás, muitas destas tarefas são feitas de forma diferente. E se você quiser que alguém faça isso para você, vai se dar conta que nos países desenvolvidos isso é um luxo desnecessário. Por exemplo, no Brasil é comum nós termos máquina de lavar em casa. Mas em outros países existe um conceito de lavanderia e todo mundo divide o mesmo espaço para levar e secar. Aqui na Suíça é muito caro e pode variar entre 3 a 5 euros para lavar 10kg de roupa, sem falar de secar =/.

 

13 – Pequenos consertos.

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Outro tipo de serviço que as vezes sai muito caro. Na França, por exemplo, um chaveiro pode sair por 200 euros para consertar a sua porta. Não estou falando para você sair por aí aprendendo a abrir portas, mas querendo dar um exemplo de outras coisas mais úteis, como trocar um chuveiro, bater um prego e consertar uma porta de armário. Mesmo que você nunca tenha feito, a internet está aí para te ajudar.

 

14 – Como usar a internet para resolver problemas que custam caro.

 

Esse tópico é a continuação do último. Tem certas coisas que no Brasil já não são tão baratas e quando você vai ver são tão simples de fazer. Aqui na Europa o computador de um colega pifou e ele pagou mais de 200 euros pelo conserto e quando ele abriu a máquina, viu no histórico da internet dele que o técnico tinha visto como consertar o notebook pelo youtube. E ficou perfeito. Isso também vale a pena para carro, por exemplo.
E acredite, isso faz a diferença. Quem mora nas cidades grandes sabe que as vezes dá para encontrar alguns serviços disponíveis de final de semana, o que não acontece em muitas partes do mundo. Esse colega teve que esperar até a segunda-feira para poder entregar o computador.

 

15 – Como usar a internet para se locomover na região.

Básico também. Hoje a internet permite que você veja um mapa em tempo real de onde você está e de onde está indo. E também como chegar no seu destino. Se você não sabe como, aprenda a usar o google maps para planejar a sua rota.

 

16 – Pelo menos um pouco da cultura local

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A não ser que você queira receber olhares feios, empurrões e até safanões. Alguns países por exemplo, o povo realmente vai fazer você sentir na pele que “deixe a esquerda livre” na escada rolante não é besteira. Em outras, por exemplo, é melhor não beber na rua, ou pedir porco em restaurante.

 

17 – Como mandar/responder um email no país onde você viverá.

Senão entenderão que você é um mal educado e isso pode te prejudicar. Por isso, não basta, por exemplo, ser fluente em inglês se você não souber usar “Dear All/Best Regards” e outras coisas que são simples mas fazem diferença.

 

18 – Telefones de urgência

Não preciso explicar muito sobre isso né?

 

19 – Tomada e energia elétrica

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A energia elétrica do Brasil varia, mas em média é de 110 e a tomada é a de três pinos (que tem o terra no meio). Pode parecer besta também, mas já vi gente perdendo o carregador e o notebook no exterior por que não sabia da diferença de voltagem. Ou teve que gastar uma grana com adaptador.

 

20 – Ser humilde para recomeçar ou reaprender

É o mais importante né? Basicamente você volta a ser criança em muitos sentidos – não sabe como se portar, não sabe como falar e as vezes faz umas cagadas que até o sol duvida. Se você não for humilde para receber conselhos, ajuda, ser ensinado, vai demorar muito pra se adaptar, e pode ser isolado ou se isolar.

 

21 – Taxa de Câmbio e lugares para trocar/enviar dinheiro

 

É simplesmente para não perder dinheiro. Sabendo a taxa de câmbio já dá para não ser enganado em diversos lugares. Uma informação útil na internet é saber onde é mais barato trocar o dinheiro – no Brasil, no aeroporto ou em casas de câmbio. Saber onde enviar ou receber dinheiro também é importante.

 

22 – O consulado ou representação brasileira mais próxima

Informação importante na hora de perrengues ou para tirar dúvidas. Fique ligado que as vezes isso fica em outro país ou bem longe de onde você mora.

 

23 – Existe algum passe de transporte que torne a locomoção mais barata?

A resposta é quase sempre sim e você pode poupar uma grana violenta

 

24 – Onde fazer compras.

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Depende do país, mas em geral as grandes redes hoje tem os próprios produtos e costumam ser os mais baratos. Alguns países não tem o mesmo conceito de feira que a gente tem no Brasil, mas tem uma ideia de streetmarket com coisas que não vão para o mercado.

 

25 – Saber Perguntar

Muita gente não sabe nem perguntar onde fica a rua tal no Brasil, imagina fora? Os estrangeiros não costumam ser muito proativos igual ao brasileiro para te ajudar, então saber perguntar sem ofender e pressionar é uma grande habilidade.

 

26 – Saber se o seu passaporte é aceito.

Dica: alguns países pedem que o seu passaporte tenha pelo menos 6 meses de existência ou 6 meses de validade. Veja se existe alguma restrição.

 

27 – Fazer uma procuração.

Se você vai vazar do Brasil e não vai voltar durante um bom tempo, é bom deixar uma procuração com alguém para resolver os perrengues que a gente deixa. E quase sempre tem perrengue. Na maioria das vezes o cartório já fornece um modelo preenchido e é só assinar.

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