Bosque da Ciência: Visitando Peixes-Boi em Manaus

Visita altamente recomendada em Manaus, seja pra relaxar, seja pra conhecer e ver bichos, seja para aprender. É o Bosque da Ciência.

 

Bosque da Ciência: Visitando Peixes-Boi em Manaus

JacaréAçu

Meu último dia na região Norte do Brasil foi mais de boa. Resolvi fazer apenas dois passeios. Conto aqui o segundo, o primeiro é mais demorado.

Fui no Bosque da Ciência do INPA em Manaus. Pra quem não sabe essa sigla é um acrônimo para Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas. O endereço é: Av. Bem Te VI, 1 – Petrópolis, Manaus – AM, 69067-001. É relativamente distante do centro da cidade mas nada que demore mais de uma hora pra se locomover. Quero dizer, distante por que você precisa pegar um ônibus.

Couro de Pirarucu

O Bosque da Ciência é um complexo que tem uma parte da floresta amazônica dentro de si. Ao redor dele não tem nada, talvez tivesse antes, mas hoje nada. Mas tudo bem, o Bosque da Ciência é grande o suficiente pra ter uma trilha, e tem atrações o suficientes pra você ficar lá o dia inteiro. É como um parque grande, mas cheio de cotias, camaleões e outros bichos. E com outros atrativos como uma oca onde um indígena vende seu artesanato.

Recomendo? Muito. Especialmente pare lá pra comer na lanchonete uma tapioca de queijo meia cura com tucumã. É uma delícia. E ai você pode começar as ver os bichos.

Comece pelo peixe-boi. Talvez quando você visitar tenha a sorte de ver eles em um tanque mais claro, além de botos e ariranhas. Por que quando eu fui eles estavam reformando lá e só pude ver os peixe-bois em um tanque cuja água não é tão clara. Mas tudo bem, pude ver de perto esses bichos. São fascinantes e bem maiores do que a impressão da TV nos passa.

Passe na Casa da Ciência e você vai encontrar uma coleção interessante sobre a Amazônia, que inclui diversos bichos empalhados, entre eles jacaretinga, sapo cururu, poraquê, e outros, e cascas de frutas da floresta, uma folha de uma samaúma, uma reprodução de uma oca com itens originais e uma reprodução de uma habitação precária de um seringueiro, também com itens originais. Aliás, é um excelente lugar pra conhecer um pouco da história do período de ouro de Manaus, que viveu um boom econômico por causa da demanda de borracha. E quem ajudou foi o seringueiro, que trabalhava em condições quase de escravidão e fez a fortuna de muitos barões da borracha.

A maloca do índio tem itens que são quase ou tão mais baratos que outros itens encontrados pela cidade, e são produzidos pela tribo dele. Mas eu não lembro o nome não!

Não deixe de passar pelo riacho onde nadam poraquês (espécie de enguias) e os quelônios amazônicos. Aliás, você sabia que os jabutis são terrestres e as tartarugas são aquáticas? Pois agora está sabendo!

Se você tiver sorte, também pode acabar vendo algumas espécies de macacos e micos, ou preguiças nas árvores. Mas precisa ter o olho afiado por que eles se escondem bem. O pessoal que trabalha no parque sabe onde eles normalmente ficam e pode ajudar. Eu consegui ver uma preguiça. Estou falando de bichos soltos na natureza, por que os presos, tem vários, entre eles as várias espécies de papagaios e periquitos, todos das mais diversas cores.

Como eu não gosto de ver bichos presos, não tirei fotos deles. Claro, isso não lhes apaga a beleza, mas sinto que a alma deles não é feliz como deveria ser. Talvez bem alimentados sejam, mas não realizados em espécies de míseros metros quadrados.

 

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