A pequena vila de Lahic no Azerbaijão.

No meio do Azerbaijão e passando por uma ‘estrada da morte’, você encontra uma pacata vila de uma comunidade de 850 pessoas: Lahic.

A pequena vila de Lahic no Azerbaijão.

Esse é um post do tipo álbum fotográfico. As fotos conseguem dizer em poucos frames e megapixels o que as palavras não descrevem.

Ruas de pedra e paralelepípedos, esquinas estreitas, senhores e senhoras vendendo os grãos e itens de cobre como há muitas gerações enquanto um garoto cruza a rua com o seu celular com tela touch. Lahic, ou Lahij, é uma mistura do antigo e um dos lugares onde se pode presenciar um ar lacônico interiorano. Pudera, apenas 850 pessoas moram nessa vila. Lá vive o povo, uma minoria étnica que fala Tat e que vive no Azerbaijão e neste região há pelo menos 1.500 anos.

 

A vila na província de Ismaili é também conhecida pelo artesanato de bronze. Dezenas de oficinas, algumas das coisas você pode observar o trabalho do ferreiro, pontuam as ruas estreitas aqui e acolá. A forja é demorada e intricada, muitos dos itens são trabalhados por horas afora até atingir a perfeição exigida pelos mestres. Ainda assim, essa atividade, além de outros artesanatos de Lahic, está caindo em desuso. Antes da primeira guerra mundial, a cidade abrigava mais de 15.000 habitantes. Hoje menos de 1.000.

A nova geração vai para Baku, a capital, em busca de oportunidades melhores e mais diversificadas. Apesar do turismo, Lahic não é uma cidade rica, e o azerbaijão ainda é um destino relativamente novo. Isso também um lado bom. Apesar de itens chinaware terem tomado vários espaços, ainda é possível encontrar souvenires e lembranças de qualidade feitas pelos locais. É por esse tipo de coisa que eu me interesso.

Alguns itens se destacam mais: ferraduras (a vila conta com muitos cavalos e burros), lâmpadas, pratos, vasilhames, imãs de geladeira.

Grãos e vegetais são vendidos à moda antiga, como na feira. Poucos mercados na cidade. Você encontra os legumes, a melancia, as compotas de fruta no formato de pão sírio e o raríssimo açafrão deitados em sacas e pequenas entradas de casas. Praticamente todos os moradores são também comerciantes.

A belíssima ‘estrada da morte’

Não chega a ser como a estrada da morte na Bolívia mas para chegar em Lahic é preciso enveredar por cerca de uma hora em um vale com trechos tão estreitos que ônibus não podem por lá passar, por ser muito perigoso. Não existe nenhuma proteção então caso algum veículo caia, serão mais de 30 metros de queda no vale. Alguns pontos são praticamente poucos sentimentos separando o chão batido de uma inclinação de 75º!

A aventura, porém, é recompensada. Eu diria que mais do que visitar Lahic, a vista do vale e dos caminhos por onde passa o rio Girdimanchai, a sombra das montanhas e as formações rochosas são tão belas que valem a pena por si só. Diversos pontos são tão belos quanto indescritíveis. Em vários lugares do Azerbaijão é assim: natureza praticamente intocada.

Aqui e acolá se vêem alguns pastores guiando as suas ovelhas, ou vacas e cavalos errando pelos gramadas do leito do rio. Quando eu fui era verão e o rio estava seco e baixo, o que permitia ver os seixos e fazer despontar os dedos de pedra da terra.

Lahic fica cerca de 4 horas de carro de Baku.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.